Economia
Ibovespa avança após corte da Selic, apesar de queda da Petrobras
Mercado reage à decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros para 14,25% ao ano, enquanto ações da Petrobras recuam com baixa do petróleo
O Ibovespa operava em alta nesta quinta-feira (18), sustentado pela reação positiva do mercado à decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano. Apesar do avanço do principal índice da bolsa brasileira, a queda das ações da Petrobras limitava um desempenho mais expressivo, acompanhando o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional.
Por volta das 10h55, o Ibovespa registrava alta de 0,37%, aos 169.080 pontos, com volume financeiro de R$ 3,1 bilhões.
Na quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, conforme esperado pelo mercado. No comunicado, o Banco Central informou que a política monetária atual permite diferentes estratégias para conduzir a inflação à meta, sem antecipar qual será o próximo movimento da taxa de juros.
Segundo análise do BTG Pactual, o comunicado deixou de indicar uma preferência clara pela continuidade do ciclo de cortes, tornando mais dependentes dos indicadores econômicos as próximas decisões da autoridade monetária.
No cenário internacional, a divulgação de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir os preços do petróleo e favoreceu o desempenho das bolsas norte-americanas. O índice S&P 500 avançava 0,78%, enquanto o contrato do petróleo Brent recuava 2,94%, sendo negociado a US$ 77,21 por barril.
Entre os destaques positivos da bolsa brasileira, as ações do setor bancário registravam valorização. Papéis do Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander Brasil e BTG Pactual operavam em alta.
Na direção oposta, as ações da Petrobras caíam 2,64%, refletindo a desvalorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis da Vale também registravam queda, acompanhando o recuo dos contratos futuros do minério de ferro na China.
Já as ações da Embraer avançavam 1,85%, ampliando os ganhos acumulados no mês. A Natura seguia entre as maiores baixas do pregão, aprofundando as perdas registradas em junho.


