Economia
Ibovespa recua com tensão geopolítica e inflação dos EUA no radar
Bolsa brasileira opera em baixa diante do avanço das tensões no Oriente Médio e da divulgação de dados da inflação norte-americana
O Ibovespa operava em queda na manhã desta quarta-feira (10), refletindo o aumento das tensões geopolíticas no cenário internacional e a repercussão dos novos dados de inflação dos Estados Unidos.
Por volta das 10h45, o principal índice da bolsa brasileira registrava baixa de 0,39%, aos 169.143,34 pontos, enquanto o volume financeiro movimentado alcançava R$ 4,25 bilhões.
No exterior, os investidores acompanharam a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que Teerã demorou para negociar um acordo e que agora "terá que pagar o preço". Em resposta, o governo iraniano informou que poderá reavaliar o diálogo diplomático com Washington após ataques registrados durante a madrugada.
O cenário impulsionou os preços do petróleo. O barril do tipo Brent avançava 0,85%, cotado a US$ 92,23.
Os agentes do mercado também analisaram os dados da inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O índice acumulado em 12 meses até maio atingiu 4,2%, em linha com as expectativas, enquanto a alta mensal foi de 0,5%.
No Brasil, investidores ainda repercutiam a nova pesquisa Genial/Quaest, que apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais.
Entre os destaques do pregão, as ações da Vale recuavam 1,15%, enquanto os papéis preferenciais da Petrobras avançavam 0,39%, acompanhando a valorização do petróleo. Os grandes bancos também apresentavam perdas, e as ações da Natura registravam queda de 2,72%.
Já a Braskem acumulava o terceiro pregão consecutivo de alta, após anunciar mudanças em sua diretoria e no conselho de administração.
