Economia

Desemprego sobe a 5,8%, mas renda e mercado de trabalho seguem em alta

Por Sputnik Brasil 28/05/2026 12h12
Desemprego sobe a 5,8%, mas renda e mercado de trabalho seguem em alta
Foto: © Foto / Tomaz Silva/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril, de acordo com a PNAD Contínua do IBGE. O índice representa uma alta em relação ao trimestre anterior, mas segue em queda na comparação anual. O país contabiliza 6,3 milhões de desempregados, número 8% maior que o trimestre anterior, porém 11,3% menor que há um ano.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora do IBGE, este é o menor índice de desocupação já registrado para trimestres encerrados em abril desde o início da série histórica. Ela ressalta que o mercado de trabalho mantém resiliência, mesmo diante da Selic em 14,5% ao ano.

A população ocupada somou 102,3 milhões de pessoas, com leve recuo trimestral, mas crescimento em relação ao ano passado. O nível de ocupação ficou em 58,4%. Segundo Beringuy, a demanda por trabalhadores segue distribuída entre setores formais e informais, o que sustenta o emprego.

A taxa de subutilização ficou em 13,8%, reunindo 15,7 milhões de pessoas, número estável no trimestre e 11,1% menor que há um ano. A população subocupada diminuiu, e o total de desalentados recuou para 2,6 milhões, queda de 15,3% em 12 meses.

A população fora da força de trabalho permaneceu em 66,5 milhões, com estabilidade no trimestre e leve alta anual. O IBGE destaca que, mesmo com o crescimento da renda, as famílias precisam manter participação no mercado para sustentar o consumo em um cenário de juros elevados.

O emprego formal manteve estabilidade: são 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado e 13,3 milhões sem carteira. No setor público, houve aumento anual de 3,4%, totalizando 12,9 milhões de ocupados.

O trabalho por conta própria atingiu 26 milhões de pessoas, com leve avanço anual. Entre os trabalhadores domésticos, houve queda de 4,7% em relação ao ano anterior. A taxa de informalidade recuou para 37,2%, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.

O rendimento real habitual ficou em R$ 3.732, estável no trimestre e 5,3% maior que um ano antes. A massa de rendimentos chegou a R$ 377 bilhões, com alta anual de 6,5%. Setores como tecnologia e serviços impulsionaram parte do avanço no emprego e na renda ao longo do período.