Economia

Combustíveis recuam após alta do petróleo e ação da ANP

Queda leve em gasolina, diesel e etanol ocorre em meio à volatilidade internacional e reforço na fiscalização

Por Sputnik Brasil 11/04/2026 07h07
Combustíveis recuam após alta do petróleo e ação da ANP
Fiscalização da ANP e da Polícia Federal pressiona redução de repasses nas bombas - Foto: © Foto / Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os preços da gasolina, do diesel e do etanol apresentaram pequenas quedas ao consumidor, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O movimento ocorre em meio à volatilidade do mercado internacional de petróleo, provocada pelo conflito no Oriente Médio, e ao reforço na fiscalização de distribuidoras e postos em todo o país.

De acordo com a ANP, o diesel recuou 0,2% e passou a custar, em média, R$ 7,43 — sendo esta a primeira redução desde o início das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A gasolina também apresentou variação mínima, com queda de R$ 0,01, atingindo preço médio de R$ 6,77. O etanol acompanhou o movimento e caiu para R$ 4,69, mantendo o cenário de pequenas oscilações nas bombas.

O conflito iniciado em 28 de fevereiro desencadeou forte instabilidade no mercado internacional, elevando rapidamente o preço do barril de petróleo. As incertezas sobre a duração e a intensidade dos ataques impulsionaram o Brent a mais de US$ 118 (R$ 590,89).

Na última sexta-feira (10), entretanto, o Brent recuou para US$ 94,33 (R$ 472,70), queda de 1,66% em relação ao dia anterior. Essa volatilidade tem se refletido diretamente nos preços praticados no Brasil desde o início de março.

No período, o diesel ao consumidor chegou a subir de R$ 6,08 para R$ 6,80, o que acendeu o alerta no governo federal. Em resposta, o Executivo passou a anunciar medidas para conter a escalada, como propostas de subsídios e isenção de impostos federais.

Segundo apuração do G1, representantes do setor avaliam que ainda é cedo para atribuir a recente estabilidade apenas às ações do governo. Para Rodrigo Zingales, da Abrilivre, o aumento da fiscalização sobre distribuidoras pode estar contribuindo para evitar repasses abusivos.

Nas últimas semanas, ANP e Polícia Federal intensificaram operações para coibir irregularidades em postos e distribuidoras, inclusive no segmento de gás de cozinha. A agência também lançou um novo canal de denúncias e reforçou que fatores como custos das refinarias continuam determinando a formação final dos preços.