Economia

Petróleo caminha para maior queda semanal em 10 meses

Cessar-fogo entre EUA e Irã pressiona preços, mas restrições no Estreito de Ormuz mantêm mercado tenso

Por Redação* 10/04/2026 12h12 - Atualizado em 10/04/2026 12h12
Petróleo caminha para maior queda semanal em 10 meses
Petróleo recua, mas segue pressionado por tensões no Oriente Médio - Foto: Reprodução

Os preços do petróleo seguem em trajetória de queda e podem registrar a maior perda semanal em 10 meses, mesmo ainda operando próximos de US$100 por barril. O movimento ocorre após o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, que reduziu parte das tensões geopolíticas no mercado.

Por volta das 9h45 (horário de Brasília), o petróleo Brent recuava 0,4%, cotado a US$95,60 por barril. Já o WTI apresentava queda de 0,3%, negociado a US$97,60. Na semana, ambos acumulam perdas de cerca de 12%.

Apesar do recuo, os preços seguem elevados devido às incertezas sobre o fornecimento global, especialmente relacionadas à Arábia Saudita e às restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

O cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão, não interrompeu completamente os conflitos. O tráfego no Estreito de Ormuz permanece abaixo de 10% do volume normal, com forte controle iraniano sobre a região.

Analistas apontam que a principal variável para o mercado é a retomada do fluxo de navios pela rota. Caso o bloqueio persista, a tendência é de nova alta nos preços, impulsionada pela limitação da oferta global.

A situação se agravou após ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita, que reduziram a capacidade de produção do país em cerca de 600 mil barris por dia, além de afetar o escoamento pelo oleoduto Leste-Oeste.

O conflito teve início após ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, elevando a instabilidade no Oriente Médio e impactando diretamente o mercado global de energia.

Mesmo com avanços diplomáticos, o cenário segue volátil, com o mercado dividido entre expectativas de normalização parcial e riscos persistentes de escassez no fornecimento.

*Com informações do Reuters