Economia
Proposta de subsídio ao diesel importado recebe adesão de 25 estados
O ministério não revelou quais são as duas unidades federativas que não aderiram
Das 27 unidades da Federação, apenas duas ainda não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, segundo informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida faz parte do pacote para segurar a alta dos combustíveis e terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados participantes.
O ministério não revelou quais são as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que segue dialogando com os governos estaduais para tentar convencê-los a aderir ao acordo.
De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado durante dois meses. O valor será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, cabendo R$ 0,60 à União e R$ 0,60 às unidades da Federação.
Segundo o Ministério da Fazenda, o custo total da medida será de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados. Até a semana passada, a estimativa era de que o subsídio custaria R$ 3 bilhões no período de vigência.
O Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou, na semana passada, que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.
A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

