Economia
Semana Santa impulsiona economia com venda de peixes em Maceió
Preços variam de acordo com o tipo e a oferta, entre R$ 70 e R$ 80
A tradição da Semana Santa, aliada à diversidade de peixes disponíveis nos mercados públicos de Maceió, tem atraído consumidores da capital, especialmente às bancas de pescado e ao Centro Pesqueiro de Jaraguá.
De acordo com a Prefeitura de Maceió, os vendedores registraram uma maior procura por peixes e mariscos este ano do que em 2025, o que indica maior impulsionamento na economia e um aquecimento nas vendas.
“A venda este ano está sendo bem melhor. Eu achei que ia ser igual ao ano passado, que foi parado, com pouco movimento, mas esse ano está melhor bem movimentado, isso é muito bom pra gente”, contou o comerciante Wesley Lourenço.
Houve crescimento na busca por espécies que anteriormente não eram vendidos com tamanha frequência, como arabaiana e cavala.
Ainda segundo o órgão, os preços variam de acordo com o tipo e a oferta, com opções como arabaiana e dourado, sendo comercializados por R$ 70, enquanto filés podem chegar a R$ 80.
O pescador George Gomes, morador de Atalaia, estava em um dos boxes pesquisando preços e avaliando os tamanhos dos peixes. Para ele, que foi até o local mesmo sem boas condições físicas, a diversidade de produtos é um dos fatores que o levam se deslocar todos os anos até Maceió para realizar as compras.

“Lá onde eu moro não tem essa diversidade. É mais tilápia e pescada. Aqui já tem de tudo", disse ele, que faz questão de manter o costume.
“É coisa de família. A gente foi criado assim e hoje passa isso para os mais novos. Semana Santa é comida de peixe, não pode faltar. Esse ano está mais difícil, porque estou acidentado, mas a gente vem. Procurar cioba, sirigado, camarão. O importante é não deixar a tradição morrer”, destacou.
Expectativas
O aumento da demanda neste período contribui diretamente para a geração de renda de comerciantes, pescadores e trabalhadores informais, fortalecendo a economia local.
Além disso, reafirma a importância cultural da Semana Santa, que segue sendo preservada por meio de hábitos alimentares e encontros familiares.
A expectativa dos vendedores é de que o movimento continue intenso até o fim do feriado, consolidando o período como um dos mais relevantes para o setor pesqueiro na capital alagoana.


