Economia
Conflito no Oriente Médio pressiona petróleo e já impacta preços no Brasil
Alta do barril eleva custos, afeta inflação e abastecimento nacional
A guerra no Oriente Médio tem provocado forte pressão sobre o mercado internacional de petróleo e já traz reflexos diretos ao Brasil. O barril do tipo Brent voltou a se aproximar dos US$ 120, o que elevou os preços dos combustíveis e aumentou a preocupação com a inflação.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o diesel acumula alta de quase 24% desde o início do conflito, passando de R$ 6,03 para R$ 7,45 em média. A gasolina também subiu cerca de 8%, chegando a R$ 6,78 por litro.
Com a disparada dos preços, importadores privados reduziram a atuação no mercado, o que aumenta a dependência da Petrobras. Em alguns estados, sindicatos relatam dificuldades de abastecimento e entregas parciais de combustíveis.
Para conter os impactos, o governo federal anunciou medidas de apoio, como subsídio temporário ao diesel importado e leilões da Petrobras para ampliar a oferta. Ainda assim, analistas alertam que a continuidade da guerra pode intensificar a crise e pressionar ainda mais a inflação.
O Banco Central já sinalizou preocupação com os efeitos da alta do petróleo sobre os juros e calcula que o choque pode acrescentar até 0,6 ponto percentual ao IPCA de 2026. Apesar de o Brasil ser exportador da commodity, o impacto chega ao consumidor principalmente pelo custo dos combustíveis e do transporte.


