Economia

Casas Bahia registra prejuízo bilionário em 2025

Balanço foi divulgado nesta quinta (12)

Por Redação com Metrópoles* 12/03/2026 13h01
Casas Bahia registra prejuízo bilionário em 2025
Casas Bahia - Foto: Reprodução

A rede de lojas Casas Bahia anunciou que obteve um prejuízo de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre de 2025. O número é três vezes maior do que as perdas do mesmo período no ano anterior, que foi de R$ 452 milhões. Os dados foram divulgados no balanço feito pela companhia nesta quinta-feira (12).

De acordo com a empresa, o prejuízo reflete, notadamente, uma provisão de Imposto de Renda diferido no valor de R$ 1,45 bilhão. Sem isso, as perdas nos três últimos meses do ano passado teriam sido de R$ 79 milhões – menor, portanto, que o déficit de R$ 452 milhões do quarto trimestre de 2024.

Elcio Ito, diretor financeiro da varejista, afirmou que a provisão ocorreu depois que a companhia realizou testes de estresse, dado o contexto geopolítico e os potenciais riscos para a inflação e as taxas de juros, entre outras variáveis macroeconômicas.

Receitas líquidas

O grupo, que é dono das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, acumulou receitas líquidas de R$ 8,47 bilhões no quarto trimestre de 2025, um crescimento de 6,5% na comparação anual. O volume bruto de mercadorias aumentou 8,7%, a R$ 13,1 bilhões

A despesa financeira da varejista caiu R$ 921 milhões em relação a 2024. O quarto trimestre do ano passado foi marcado pelo término da reestruturação do perfil de endividamento. Com isso, a dívida líquida ajustada baixou para R$ 1,13 bilhão, de R$ 4,48 bilhões no trimestre ​anterior.

Alavancagem e vendas

A alavancagem medida pela dívida líquida em relação ao Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado passou para 0,4 vez, de 1,9 vez no terceiro trimestre de 2025.

As vendas GMV (índice que mede o volume bruto transacionado, sem subtrair descontos, devoluções, custos ou fretes) avançaram 8,7%, para R$ 13,1 bilhões. O GMV de lojas físicas ficou estável e as vendas mesmas ‌lojas cresceram 2,6%. O GMV de e-commerce subiu 21,7%.