Economia
Renda per capita em Alagoas chega a R$ 1.422 e segue abaixo da média nacional
Dados do IBGE mostram que estado acompanha crescimento da renda no país, mas ainda enfrenta diferença em relação ao Brasil
O rendimento nominal mensal domiciliar per capita em Alagoas foi de R$ 1.422 em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O valor permanece abaixo da média nacional, que atingiu R$ 2.316 no mesmo período.
Mesmo entre os estados com menor renda média do país, Alagoas acompanha o movimento de crescimento observado nos últimos anos. No Brasil, o rendimento per capita passou de R$ 1.625 em 2022 para R$ 1.893 em 2023, avançou para R$ 2.069 em 2024 e chegou a R$ 2.316 em 2025.
No Nordeste, o estado apresenta rendimento superior ao de Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.390) e Piauí (R$ 1.546). No entanto, permanece abaixo de Pernambuco (R$ 1.600), Rio Grande do Norte (R$ 1.819) e Sergipe (R$ 1.697).
Para a economista Paula Carvalho, os números mostram que há recuperação da renda, mas também evidenciam desafios estruturais. “O rendimento per capita de R$ 1.422 em Alagoas mostra que o estado acompanha a tendência nacional de recuperação da renda, mas ainda enfrenta um desafio estrutural importante. Quando a média estadual permanece abaixo da nacional, isso indica a necessidade de políticas voltadas à geração de empregos formais, qualificação profissional e diversificação da economia”, avalia.
Entre todas as unidades da federação, o menor rendimento foi registrado no Maranhão (R$ 1.219), enquanto o maior ficou no Distrito Federal, com R$ 4.538. Ao todo, nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, levantamento domiciliar realizado desde 2012 pelo IBGE para acompanhar as oscilações do mercado de trabalho e outros indicadores socioeconômicos.
De acordo com o instituto, o rendimento domiciliar per capita é calculado com base na soma dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes recebidos pelos moradores de um domicílio, dividida pelo total de residentes, incluindo pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregados domésticos.
A divulgação também atende à Lei Complementar nº 143/2013, que estabelece parâmetros para a distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Estados e define os valores repassados ao Tribunal de Contas da União para cálculo dos fatores relacionados ao inverso do rendimento domiciliar per capita.
O IBGE destacou ainda que os anos de 2020 e 2021 sofreram impactos da pandemia de COVID-19, com queda nas taxas de aproveitamento das entrevistas da PNAD Contínua. A partir de 2022, houve recuperação gradual da coleta, consolidada em 2023, quando o cálculo voltou a considerar como referência a primeira visita aos domicílios.


