Economia

Inflação, juros e PIB: mercado projeta 2026 mais fraco

Com meta de inflação em 3%, analistas estimam queda da Selic, crescimento moderado do PIB e dólar estável este ano

Por Redação com g1 18/02/2026 15h03
Inflação, juros e PIB: mercado projeta 2026 mais fraco
Boletim aponta para queda no mercado financeiro este ano - Foto: Agência Brasil

Desde o início de 2025, o Brasil passou a adotar o sistema de meta contínua para a inflação, com objetivo central de 3% ao ano. O índice é considerado dentro do intervalo de tolerância se oscilar entre 1,50% e 4,50%.

A inflação impacta diretamente o poder de compra da população, sobretudo das famílias de menor renda. Quando os preços sobem e os salários não acompanham esse ritmo, o consumo diminui e o orçamento fica mais apertado.

Após a taxa básica de juros, a Selic, ter sido mantida em 15% ao ano no mês passado — maior patamar em quase duas décadas —, o mercado financeiro segue projetando redução ao longo deste ano.

Para o fim de 2026, a estimativa é de que a Selic recue para 12,25% ao ano, o que representa queda de 2,25 pontos percentuais. As projeções indicam manutenção em 10,50% em 2027 e novo ajuste para 10% ao final de 2028.

A expectativa de corte nos juros está ligada ao comportamento da inflação e ao ritmo da atividade econômica.

Crescimento mais moderado


Em relação ao desempenho da economia, analistas mantiveram a projeção de crescimento de 1,80% para 2026, abaixo da estimativa de cerca de 2,25% prevista para 2025.

Para 2027, a expectativa também é de expansão de 1,8%.

O resultado oficial do ano passado ainda será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador para medir a evolução da economia.

Dólar deve permanecer estável


Mesmo em um cenário de eleições, que tradicionalmente gera volatilidade no câmbio, o mercado projeta relativa estabilidade do dólar em 2026.

Após a moeda norte-americana ter acumulado queda superior a 11% no ano passado e encerrado 2025 cotada a R$ 5,4887, economistas mantiveram a expectativa de que o dólar feche 2026 em torno de R$ 5,50.

O cenário traçado pelo mercado aponta, portanto, para inflação sob controle dentro da meta, juros em trajetória de queda gradual, crescimento econômico moderado e câmbio sem grandes oscilações nos próximos anos.