Economia
Bolsa Família não afasta mulheres do mercado de trabalho, aponta FMI
Quase 85% das famílias que recebem o benefício são chefiadas por elas
Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) revela que o programa Bolsa Família, do governo federal, não provoca a saída das mulheres do mercado de trabalho, exceto entre aquelas com filhos de até seis anos de idade.
Nesses casos, a menor participação feminina é atribuída às responsabilidades domésticas e ao cuidado com a família, que recaem majoritariamente sobre as mulheres.
O levantamento aponta ainda que, em média, as mulheres dedicam dez horas a mais por semana ao trabalho doméstico não remunerado em comparação aos homens.
O estudo do FMI ressalta a importância da presença feminina no mercado de trabalho para o desenvolvimento econômico do país. Se a diferença entre a participação de homens e mulheres na força de trabalho fosse reduzida de 20 para 10 pontos percentuais, o crescimento do país poderia aumentar em meio ponto percentual até 2033.
Além disso, quase 85% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família são chefiadas por mulheres, que administram os recursos recebidos.
O principal fator que afasta essas mulheres do mercado de trabalho é a presença de filhos pequenos, segundo o relatório.

