Economia

Inflação na porta de fábrica recua 4,53% em 2025, segundo IBGE

Principal influência para a queda da inflação industrial foi o setor de alimentos

Por Agência Brasil 11/02/2026 14h02
Inflação na porta de fábrica recua 4,53% em 2025, segundo IBGE
Este é o segundo menor resultado para o Índice de Preços ao Produtor (IPP) desde o início da série histórica, em 2014 - Foto: Reprodução

A inflação na porta de fábrica encerrou 2025 com queda de 4,53%, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o segundo menor resultado para o Índice de Preços ao Produtor (IPP) desde o início da série histórica, em 2014, ficando atrás apenas de 2023, quando houve recuo médio de 4,99%. Em 2024, o índice havia registrado alta de 9,28%.

O IPP, conhecido como inflação na porta da fábrica, mede a variação dos preços dos produtos que saem da indústria antes de chegarem ao comércio e ao consumidor, sem considerar impostos e frete.

A série histórica do IBGE mostra que, em 12 anos de levantamento, apenas 2023 e 2025 apresentaram deflação, ou seja, inflação negativa. Nos anos de 2020 e 2021, durante a pandemia de covid-19, o índice fechou com dois dígitos positivos.

Confira o IPP dos últimos anos:

  • 2014: 2,66%
  • 2015: 8,81%
  • 2016: 1,71%
  • 2017: 4,15%
  • 2018: 9,64%
  • 2019: 5,19%
  • 2020: 19,38%
  • 2021: 28,45%
  • 2022: 3,16%
  • 2023: -4,99%
  • 2024: 9,28%
  • 2025: -4,53%

Influências

Segundo o IBGE, a principal influência para a queda da inflação industrial foi o setor de alimentos, que registrou recuo de 10,47% e impacto de -2,7 pontos percentuais no índice. O resultado foi fortemente afetado pela redução dos preços do açúcar, acompanhando a queda das cotações internacionais.

A valorização do real frente ao dólar, de 10,6% em 2025, também contribuiu para a queda dos preços, tornando produtos importados mais baratos.

Outros setores que influenciaram o resultado foram a indústria extrativa (-14,39% e impacto de -0,69 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-5,64% e -0,56 p.p.), além da metalurgia (-8,06% e -0,56 p.p.).

De acordo com Murilo Alvim, gerente do IPP, no setor extrativo a deflação foi motivada por menores preços dos óleos brutos de petróleo, reflexo do aumento da produção global e de estoques elevados ao longo do ano. Os minérios de ferro também ficaram mais baratos, devido ao crescimento da oferta mundial e à demanda moderada.

Inflação oficial

O IBGE divulgou também nesta semana a inflação oficial, que mede o custo de vida para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.