Economia

Receita esclarece boatos e nega aumento de IR para professores após reajuste

Órgão afirma que novas regras do Imposto de Renda reduzem a carga tributária e ampliam o ganho líquido dos profissionais do magistério

Por Esther Barros 23/01/2026 06h06
Receita esclarece boatos e nega aumento de IR para professores após reajuste
. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal desmentiu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circularam nas redes sociais apontando uma suposta elevação da tributação sobre professores após o reajuste do piso salarial do magistério. 

Segundo o órgão, as alegações desconsideram os critérios legais de cálculo do Imposto de Renda e levam a interpretações equivocadas sobre o impacto do aumento salarial na cobrança do tributo.

Em nota oficial, o Fisco explicou que a recente reforma do Imposto de Renda tornou a tributação mais progressiva, fazendo com que mais contribuintes deixem de pagar o imposto ou tenham redução no valor devido. 

Sancionada no fim de 2025, a Lei nº 15.270 ampliou a faixa de isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil e diminuiu a carga tributária para salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

“A afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente ao aumento do Imposto de Renda não procede. Os professores estão entre os profissionais diretamente beneficiados pelas mudanças previstas na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita Federal.

Os números apresentados pelo órgão reforçam o esclarecimento. Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 mensais de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, o valor do imposto cai para aproximadamente R$ 46,78 por mês.

De acordo com a Receita, a combinação entre o reajuste salarial e a redução do Imposto de Renda resulta em aumento real no salário líquido dos professores, além de corrigir distorções históricas na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.

*Com informações Agência Brasil