Economia

Inflação desacelera para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

Recuo na energia elétrica e estabilidade nos alimentos ajudaram a conter avanço dos preços

Por Redação 11/11/2025 16h04 - Atualizado em 11/11/2025 16h04
Inflação desacelera para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998
Inflação desacelera para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998 - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A inflação desacelerou para 0,09% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. É o menor resultado para o mês desde 1998, quando a taxa foi de apenas 0,02%. O número veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,15%.

Com o resultado, a inflação acumulada em 2025 chega a 3,73%. No acumulado de 12 meses, o índice está em 4,68%, abaixo dos 5% pela primeira vez desde janeiro. O número se aproxima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional.

A principal contribuição para a desaceleração foi a queda de 2,39% na energia elétrica residencial, após a mudança da bandeira tarifária do patamar vermelho 2 para o patamar 1. O grupo habitação, que inclui esse item, teve impacto direto no resultado.

O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no IPCA, registrou leve alta de 0,01%, considerada estabilidade. A alimentação no domicílio caiu 0,16%, com destaque para o arroz (-2,49%) e o leite longa vida (-1,88%). Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, impedindo uma deflação no grupo.

O café, que acumulava alta de mais de 80% em 12 meses até maio, teve queda de 3,52% nos últimos quatro meses. Ainda assim, o acumulado segue em 48,13%.

Entre as altas, destacam-se a batata-inglesa (8,56%) e o óleo de soja (4,64%).

Outros grupos que pressionaram a inflação foram saúde e cuidados pessoais (0,41%), com aumentos em artigos de higiene (0,57%) e planos de saúde (0,50%), e transportes, com alta nas passagens aéreas (4,48%) e combustíveis (0,32%). O óleo diesel foi o único combustível com queda.

O grupo vestuário teve a maior variação entre os segmentos, com alta de 0,51%, puxada por calçados e acessórios (0,89%) e roupas femininas (0,56%).

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, sem considerar alimentos e energia elétrica, a inflação de outubro teria sido de 0,25%, o que reforça o peso desses grupos na desaceleração.