Economia
Dólar fica abaixo de R$ 5,30 com expectativa de alta dos juros
Atenção dos investidores se volta para indicações de manutenção ou desaceleração do aumento da Selic nos próximos encontros do Banco Central
Na terça- feira, (01), os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro fecharam no campo positivo, na véspera do reajuste da taxa de juros pelo Banco Central (BC). Pelo quarto dia seguido o dólar fechou em queda, com retração de 0,62%, cotado a R$ 5,273. A trajetória de queda, deixa a cotação da divisa norte-americana no menor patamar desde 16 de setembro, quando fechou a R$ 5,265. Seguindo o mercado internacional, o Ibovespa, que é a referência da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o primeiro dia do mês com alta de 0,97%, aos 113.228 pontos.
O Copom deve confirmar o acréscimo de 1,5 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira, (02), e elevar a taxa de juros a 10,75% ao ano, o maior patamar desde 2017. A atenção do mercado se volta ao tom do BC para os próximos passos da política monetária, principalmente sobre uma possível indicação da manutenção da escalada ou a desaceleração dos juros.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo estuda a redução “moderada” de impostos sobre o diesel, mas indicou que o benefício não deve ser estendido para a taxação da gasolina. Disse ainda que medidas de baratear a gasolina não são vantajosas em um momento em que o país passa por uma série de transformações para uma economia mais verde e digital, inclusive para se adequar às exigências para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

