Economia
Dólar cai com aprovação da PEC dos Precatórios e alta da inflação; Bolsa sobe
Texto que dá sustentação para mensalidades de R$ 400 do Auxílio Brasil foi chancelado pela Câmara e segue ao Senado
Os indicadores do mercado financeiro brasileiro operaram no campo positivo na quarta-feira,(10), com a repercussão da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara dos Deputados. A aceleração da inflação a 1,25% em outubro, também foi observada pelos investidores pois foi o maior registro para o mês desde 2002 e acima das projeções.
Com a vitória para o Executivo, os deputados concluíram na noite de terça-feira,(09), a votação em segundo turno da PEC que autoriza o adiamento de dívidas da União, muda regras do teto de gastos e dá base ao governo para elevar as mensalidades do Auxílio Brasil a R$ 400 até dezembro de 2022.
Após passar pela Câmara a medida irá para o Senado, onde o presidente Jair Bolsonaro já admitiu que deve encontrar mais resistência. A Câmara chancelou a PEC com 323 votos favoráveis e 172 contrários após a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, negar a suspensão da tramitação do texto.
Mesmo com a aversão do mercado à mudança na regra do teto de gastos, considerada a principal âncora fiscal do país, a aprovação da PEC é vista como o caminho menos traumático para a ampliação do programa social que vai substituir o Bolsa Família.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o medidor oficial da inflação doméstica, acelerou para 1,25% em outubro, ante alta de 1,16% em setembro. No acumulado de 12 meses, o indicador foi a 10,67%, o maior registro para o período desde janeiro de 2016, quando fechou em 10,71%.
A variação dos preços foi puxada pelos grupos dos combustíveis e alimentos e deve reforçar o aperto da política monetária pelo Banco Central (BC). O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC acelerou a alta dos juros ao acrescentar 1,5 ponto percentual e elevar a Selic para 7,75% ao ano na reunião de outubro. Em ata, a autoridade monetária sinalizou novo aumento de mesma magnitude no encontro de dezembro, o último de 2021, encerrando o ano com os juros em 9,25%.


