Economia
AL vai receber R$ 410 mi pela venda do Produban
Estado fechou negociação com a Caixa, que também vai levar no pacote a gestão financeira da folha do funcionalismo estadual
O governador Renan Filho e o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, vai oficializar, no começo da próxima semana, a venda do antigo Banco do Estado de Alagoas (Produban). A negociação, iniciada no atual governo há quase um ano e meio, foi fechada com a Caixa Econômica Federal. O negócio envolve, sgundo a Sefaz, a gestão de fundos, crédito tributário, o patrimônio imobiliário do antigo banco e a gestão finnceira da folha de pessoal do estado pelos próximos cinco anos.
Se recusasse a oferta da Caixa, a venda poderia ser feita através de leilão na Bolsa de Valores. No entanto, a decisão do governador Renan Filho, segundo importante fonte do Palácio dos Palmares, foi pela venda direta. O negócio, pelo que se sabe, será de R$ 410 milhões. O crédito tributário, que é a conversão dos prejuízos registrados no balanço da liquidação do banco (R$ 880 milhões), pode ser utilizado para reduzir o pagamento de impostos em até R$ 180 milhões.
Mais da metade do valor da transação da venda do banco, vai para a gestão da folha de pessoal - que na gestão do ex-governador Teotonio Vilela Filho foi negociada por R$ 110 milhões por um período de 5 anos.O restante equivale ao patrimônio imobiliários e fundos financeiros, entre outros.
O negócio, que foi avaliado por cerca de R$ 552 milhões pela Fundaão Getúlio Vargas, teve um deságio de menos de 30%, baixo se considerado que, em função da crise econômica do país, esperava-se um desconto de até 50%.
No começo da próxima semana, Renan Filho e George Santoro devem anunciar oficialmente a aceitação da proposta da Caixa, durante reunião com a diretoria da instituição financeira, em Brasília.
Quanto vale
A FGV (consultoria independente no processo) entregou ainda em 2015 ao governo de Alagoas a “precificação”. O negócio que envolve a liquidação do Produban e a gestão financeira da folha de pagamento do Estado foi avaliado em R$ 552 milhões. O valor é de avaliação. No cenário atual, segundo a própria consultoria, a venda pode ser feita com deságio de até 50%.
Ao longo dos últimos meses, Renan Filho e o secretário da Fazenda, George Santoro, tiveram várias reuniões para tratar da venda do banco. Eles trabalham para encerrar um processo que já tem mais de 20 anos. Outras tentativas de venda do banco já foram realizadas em 2014, ainda na gestão de Téo Vilela, mas não apareceram compradores.
Para tornar o negócio mais atrativo o governo oferece ao comprador, a movimentação da arrecadação do Estado e da folha de pessoal – um negócio que vale mais de R$ 150 milhões .
O que torna o “passivo” do Produban atrativo é que o prejuízo financeiro e tributário do banco poderá ser utilizado pela instituição que comprar o antigo banco do estado, para reduzir o valor a pagar do imposto de renda. É importante lembrar que dinheiro da venda não será líquido para o governo do estado. Parte vai para acionistas do antigo Produban.
