Cooperativismo

Coopaiba integra modelo de economia circular na cadeia do coco no NE

Intercooperação fortalece a agricultura familiar, amplia o aproveitamento integral do coco e impulsiona a geração de renda e o fornecimento de insumos para a indústria do biodiesel no Nordeste

Por Assessoria 26/06/2026 06h06
Coopaiba integra modelo de economia circular na cadeia do coco no NE
. - Foto: Assessoria

A Cooperativa dos Agricultores Familiares e dos Empreendimentos Solidários de Piaçabuçu (Coopaiba), sediada em Piaçabuçu (AL), celebra os resultados positivos da sua participação em um modelo de intercooperação que vem transformando a cadeia produtiva do coco em Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Bahia.

A iniciativa reúne 14 cooperativas desses estados e estrutura um sistema integrado de produção, beneficiamento e comercialização com foco na agregação de valor, na economia circular e na inserção em cadeias industriais, especialmente a do biodiesel.

O modelo organiza um fluxo contínuo em que o coco produzido pela agricultura familiar é direcionado para unidades de beneficiamento, onde passa por etapas de descascamento e processamento industrial. Esse processo garante o aproveitamento integral da matéria-prima, com a geração de produtos como óleo, farinha, ração e fibra (casca e pó), reduzindo desperdícios e ampliando o valor agregado da produção.

Na operação, os resultados já indicam escala e regularidade. Uma das unidades integradas ao sistema conta com cerca de 16 trabalhadores diretos e processa em média 11 a 12 mil cocos por dia, alcançando volumes acumulados que já ultrapassam 190 mil cocos em etapas recentes.

“Para a Coopaiba, integrar essa rede é um avanço estratégico. Nós passamos a atuar dentro de uma cadeia organizada, com escala, previsibilidade e acesso a mercados industriais. Isso fortalece a cooperativa, garante mais renda ao agricultor e posiciona Piaçabuçu dentro de uma dinâmica econômica regional mais forte e conectada”, destacou o presidente, Antonino Cardozo.

A intercooperação também fortalece a logística produtiva por meio de mecanismos de compra centralizada e processamento compartilhado. O modelo ainda garante maior estabilidade no fornecimento de insumos para a indústria do biodiesel e outros segmentos industriais.

Com o arranjo regional, a produção local passa a integrar um circuito econômico mais estruturado, no qual o coco deixa de ser comercializado de forma isolada e passa a compor uma cadeia integrada de valor entre Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Bahia.

“O resultado é o fortalecimento da agricultura familiar, a geração de empregos diretos nas unidades de beneficiamento e o aumento da renda nos territórios produtivos. A iniciativa consolida um modelo de economia circular no Nordeste, no qual o coco é integralmente aproveitado e transformado em múltiplos insumos industriais, ampliando os impactos econômicos e sociais da agricultura familiar e fortalecendo o papel das cooperativas no desenvolvimento regional sustentável”, afirmou Antonino.