Cooperativismo
Setor cooperativista define estratégias para 2026 com foco no agronegócio
Entre os principais pontos está a ampliação do acesso a linhas de financiamento e instrumentos de crédito, tanto públicos quanto privados
O cooperativismo brasileiro apresentou, nesta terça-feira (17), a Agenda Institucional do Cooperativismo 2026, com prioridades voltadas à ampliação do acesso ao crédito, à preservação do tratamento tributário do setor e ao fortalecimento do ambiente regulatório.
Elaborado pelo Sistema OCB, o documento reúne propostas direcionadas aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com foco no fortalecimento das cooperativas e na ampliação de sua participação na economia.
Entre os principais pontos está a ampliação do acesso a linhas de financiamento e instrumentos de crédito, tanto públicos quanto privados. A agenda também destaca a necessidade de fortalecer mecanismos que aumentem a oferta de recursos, com ênfase na sustentabilidade das atividades produtivas.
O agronegócio ocupa posição central no plano, com medidas voltadas ao fortalecimento da produção e da estrutura de apoio ao produtor rural. O documento ressalta o papel das cooperativas na oferta de crédito, insumos, armazenagem e comercialização, além de sua contribuição para o desenvolvimento regional.
Entre as prioridades para o setor agropecuário, estão o fortalecimento do crédito rural, a ampliação de instrumentos privados de financiamento, a melhoria da infraestrutura de armazenagem, o apoio à comercialização da produção e o incentivo à inovação e à adoção de tecnologias no campo. A agenda também chama atenção para a necessidade de garantir condições de continuidade da produção diante de desafios como o custo de insumos e a competitividade no mercado.
Outro eixo estratégico é a regulamentação da reforma tributária, com ênfase na manutenção do tratamento adequado ao ato cooperativo. Segundo o setor, esse modelo é fundamental para assegurar o funcionamento das cooperativas e evitar aumento da carga tributária.
No campo regulatório, o documento propõe medidas voltadas à segurança jurídica, especialmente em temas que impactam diretamente o setor produtivo, como o licenciamento ambiental e a interpretação das regras tributárias aplicadas às cooperativas.
A agenda também prevê a expansão da atuação das cooperativas em novos segmentos, como seguros e telecomunicações, ampliando a presença do cooperativismo em diferentes áreas da economia.
*Com informações da CNN Brasil
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