Cooperativismo

Coopaiba em Sergipe é fechada pela Vigilância Sanitária

Agroindústria localizada em Nossa Senhora do Socorro enfrenta paralisação, falta de produção e perda de mercado após mudança de gestão

Por Redação 10/03/2026 14h02 - Atualizado em 10/03/2026 14h02
Coopaiba em Sergipe é fechada pela Vigilância Sanitária
Situação ocorre menos de um ano após a unidade passar a ser controlada por um grupo dissidente, responsável atualmente pela gestão da agroindústria - Foto: Reprodução

A unidade industrial Coopaiba Alimentos, localizada no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, vive um cenário de forte desaceleração nas atividades e voltou a chamar atenção após ser alvo de fiscalização sanitária que resultou na interdição da estrutura.

A situação ocorre menos de um ano após a unidade passar a ser controlada por um grupo dissidente, responsável atualmente pela gestão da agroindústria. Segundo informações ligadas ao setor, a estrutura enfrenta dificuldades para manter fluxo de produção e clientela, operando com grande parte da capacidade ociosa.

A agroindústria fazia parte de um sistema produtivo estruturado a partir da agricultura familiar em Piaçabuçu, em Alagoas. Nesse modelo, a etapa agropecuária e o beneficiamento inicial da matéria-prima eram realizados no município alagoano, enquanto a unidade sergipana era responsável pela industrialização, empacotamento e distribuição dos alimentos.

A dinâmica permitia integrar campo, indústria e mercado em uma única cadeia produtiva.

Durante o período de maior atividade, a unidade operava com capacidade de processamento estimada em até 60 toneladas por dia, sendo considerada um elo importante da cadeia de valor da agricultura familiar.

A estrutura também funcionava como centro de distribuição da marca Tia Ita, responsável por produtos como leite de coco, coco ralado, arroz e feijão comercializados no mercado regional.

Atualmente, porém, relatos indicam que a agroindústria enfrenta forte redução na atividade. A recente ação da vigilância sanitária, que determinou o fechamento da unidade por inconsistências em processos sanitários, reforça o momento de fragilidade operacional.

A paralisação da estrutura também levanta preocupação, já que agroindústrias desse porte dependem de gestão ativa, fluxo de matéria-prima e contratos comerciais para manter funcionamento pleno. Sem essa dinâmica, grande parte da capacidade industrial permanece sem utilização.