Ciência, tecnologia e inovação

Rússia desenvolve baterias ultra resistentes para uso extremo

As baterias passaram por rigorosos testes de qualidade e resistência: foram submersas em aquário, queimadas, perfuradas com furadeira, serradas e até atingidas por dezenas de tiros de armas leves

Por Sputnik Brasil 01/10/2026 16h04
Rússia desenvolve baterias ultra resistentes para uso extremo
Foto: © Foto / Rostec

A Rússia apresentou, durante a exposição INNOPROM.Belarus em Minsk, baterias consideradas "eternas", capazes de operar em condições extremas de frio e calor, além de manterem carga mesmo após serem queimadas ou perfuradas. A inovação foi anunciada pela corporação estatal russa Rostec.

As baterias TOPBAT, desenvolvidas pela RT-Design Technologies em parceria com a empresa Impuls, foram inicialmente adaptadas para lanchas não tripuladas, mas também já são utilizadas em complexos robóticos terrestres, segundo engenheiros russos.

Com funcionamento garantido em temperaturas de -50°C a +50°C, as baterias suportam descargas profundas sem perda significativa de energia e têm vida útil projetada para durar décadas. Essa combinação de características possibilita seu uso tanto em equipamentos civis quanto militares, destacou a Rostec.

Segundo a corporação, a tecnologia é totalmente nacional, sem dependência de componentes importados, e apresenta vantagens em relação aos equivalentes estrangeiros.

"As sanções e a recusa dos fabricantes ocidentais em cooperar não foram obstáculos para nós. Na Rússia, criamos análogos completos, com desempenho superior e custo médio 40% menor do que baterias estrangeiras da mesma categoria", afirmou a Rostec.

As baterias passaram por rigorosos testes de qualidade e resistência: foram submersas em aquário, queimadas, perfuradas com furadeira, serradas e até atingidas por dezenas de tiros de armas leves. Mesmo danificadas, mantiveram carga suficiente para dar partida em um carro.

"As baterias da classe TOPBAT AGM demonstraram resistência a danos sem precedentes", ressaltou a Rostec.

De acordo com a corporação, essas baterias não utilizam eletrólito líquido; em vez disso, o eletrólito é absorvido por esponjas especiais de fibra de vidro. Isso impede vazamentos mesmo em caso de danos à carcaça, garantindo funcionamento contínuo da fonte de energia.

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