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Segredos do Ártico: arqueólogos descobrem 31 novos petróglifos
A descoberta aconteceu em agosto deste ano, durante expedição do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências
Arqueólogos russos encontraram 31 novas superfícies com petróglifos esculpidos em rochas na margem direita do rio Pegtymel, no distrito autônomo de Chukotka, extremo norte da Rússia, segundo informações do portal Arkeonews.
A descoberta aconteceu em agosto deste ano, durante expedição do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências. A equipe estudava rochas e afloramentos na região de Keeneikuul quando identificou, por acaso, desenhos antigos representando pessoas e animais.
"Graças a este trabalho, o número total de superfícies conhecidas e documentadas com petróglifos na área de Pegtymel chegou a 690, e também foi estabelecido que a área de pintura rupestre se estende mais do que se pensava anteriormente", destaca a reportagem.

O sítio arqueológico de Keeneikuul, localizado na margem direita do rio Pegtymel, já é estudado desde 1967, quando o arqueólogo Nikolai Dikov iniciou as primeiras pesquisas. Desde 2005, o Instituto de Arqueologia realiza trabalhos sistemáticos no local.
Ao longo dos anos, pesquisadores documentaram pinturas rupestres, criaram mapas arqueológicos e desenvolveram modelos tridimensionais, além de disponibilizarem versões virtuais de alguns petróglifos na internet.

"A parte oriental da área parecia quase vazia por um longo tempo. A nova pesquisa mostrou o contrário, e o número de superfícies decoradas na parte principal de Keeneikuul agora chegou a 680", informa a matéria.

A região onde os desenhos foram localizados possui grande extensão, e os arqueólogos buscam estabelecer conexões entre os novos achados e outras descobertas anteriores, com o objetivo de formar uma visão mais completa da paisagem cultural do território de Pegtymel.
Entre as metas de longo prazo está a criação de um museu virtual aberto ao público, permitindo que pesquisadores e visitantes tenham acesso remoto a uma das paisagens rupestres mais isoladas da Rússia e da Eurásia.
Por Sputnik Brasil
