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Pais estão menos presentes na criação dos filhos, revela estudo

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Apesar disso, oito em cada dez entrevistados consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos

Por Agência Brasil 10/08/2026 16h04 - Atualizado em 10/08/2026 16h04
Pais estão menos presentes na criação dos filhos, revela estudo

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Apesar disso, oito em cada dez entrevistados consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos.

O levantamento, realizado pelo Instituto Nexus com 2.013 pessoas de diferentes regiões do país, também revelou divergências entre homens e mulheres na percepção sobre o papel paterno.

Entre as mulheres, 56% afirmam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% consideram que estão mais presentes. Já entre os homens, a opinião se divide: 44% acreditam que a participação aumentou e outros 44% dizem que diminuiu.

No quesito importância da paternidade, 81% dos homens classificam o papel do pai como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, índice que cai para 73% entre as mulheres.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, 82% consideram importante a presença do pai. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, esse percentual cai para 62%.

O estudo também investigou o que a população entende por “bom pai”. Para 49%, ser presente no dia a dia é a principal característica, seguido por educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

Entre as mulheres, 53% apontam a presença diária como o fator mais relevante, enquanto entre os homens esse percentual é de 45%. Já a imposição de limites é destacada por 21% dos homens e 17% das mulheres.

O convívio paterno no cotidiano é visto como mais importante entre pessoas de 25 a 40 anos (56%) e de 16 a 24 anos (55%). Já entre os mais velhos, a educação aparece como característica principal, sendo citada por 24% das pessoas de 41 a 49 anos e por 26% dos que têm 60 anos ou mais.

“O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

“O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, acrescenta.