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Astrônomos observam e medem tamanho da maior galáxia já conhecida

Estudos foram realizados no Observatório Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias

Por Sputnik Brasil 07/08/2026 10h10
Astrônomos observam e medem tamanho da maior galáxia já conhecida
Foto: © Foto / NASA, ESA & A. van der Hoeven

A galáxia elíptica IC 1011 foi identificada como a mais extensa já observada no Universo, com um diâmetro estimado de mais de 1,6 milhão de anos-luz. Segundo astrônomos, ela pode continuar a crescer ao absorver matéria difusa presente em sua vizinhança. As conclusões estão detalhadas em um estudo disponível no servidor de pré-impressão arXiv.org.

As galáxias do Universo apresentam dimensões que vão desde algumas dezenas de anos-luz, no caso das galáxias anãs compactas, até centenas de milhares de anos-luz, como ocorre nas galáxias elípticas massivas. O tamanho de uma galáxia está relacionado à sua massa estelar, idade, formação ativa de estrelas e fusões galácticas. No entanto, os cientistas ainda não sabem qual o limite máximo que uma galáxia pode atingir.

Uma equipe liderada por Carlos Marrero-de la Rosa, do Instituto de Astrofísica das Canárias, analisou observações profundas da IC 1011 feitas entre 27 e 30 de maio de 2022, utilizando a câmera WFC acoplada ao telescópio INT de 2,5 metros, no Observatório Roque de los Muchachos.

IC 1011 é a galáxia mais brilhante do aglomerado massivo Abell 2029, com desvio para o vermelho de 0,077. Sua luminosidade total é 10¹² vezes maior que a do Sol, e a radiação estelar foi detectada até 1,97 milhão de anos-luz, tornando-a uma das galáxias centrais mais brilhantes de aglomerados e, potencialmente, a mais extensa já conhecida.

Além disso, IC 1011 abriga um dos maiores núcleos galácticos conhecidos, possivelmente formado pela fusão de buracos negros supermassivos, que permanece ativo e apresenta um jato de rádio.

O estudo confirma que IC 1011 é, de fato, a galáxia mais extensa já registrada. Seu raio efetivo, responsável por metade da emissão de radiação total, é de cerca de 238 mil anos-luz, enquanto o raio de borda — associado ao limite crítico para a formação estelar — chega a aproximadamente 848 mil anos-luz.