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Estudo indica que previsões sobre derretimento da Antártida são confiáveis por até 50 anos

Previsão pode destacar incertezas para o fim do século

Por Redação* 24/07/2026 11h11
Estudo indica que previsões sobre derretimento da Antártida são confiáveis por até 50 anos
A evolução do nível do mar e o derretimento das calotas polares não podem ser medidos com precisão além desse tempo - Foto: Magnific

Um estudo publicado na revista Nature indica que as previsões sobre a perda de gelo da Antártida e sua contribuição para a elevação do nível do mar são confiáveis para os próximos 30 a 50 anos. A pesquisa foi liderada pela cientista Felicity McCormack, da Universidade Monash, na Austrália.

Os pesquisadores utilizaram modelos de calotas polares baseados em dados históricos e fórmulas matemáticas para simular o comportamento do gelo antártico nas próximas décadas.

Segundo o estudo, os modelos conseguem reproduzir com precisão as atuais taxas de derretimento, permitindo projeções consistentes até meados do século.

"Se os modelos de calotas polares reproduzirem com precisão as taxas de perda de gelo que observamos, podemos ter confiança em usá-los para prever a contribuição da Antártida para a elevação do nível do mar nos próximos 30 a 50 anos", afirmou Felicity McCormack.

No entanto, a pesquisa aponta que as estimativas para o fim do século são menos confiáveis. Isso ocorre porque fenômenos climáticos ainda difíceis de prever podem acelerar o derretimento do gelo em ritmo superior ao estimado pelos modelos atuais.

Para reduzir essas incertezas, os pesquisadores defendem o aprimoramento dos modelos climáticos.

"Ao aprimorarmos a forma como os modelos representam os processos físicos críticos que levam ao rápido recuo das calotas polares, podemos reduzir a grande incerteza das projeções de longo prazo", destacou a pesquisadora.

Além de aperfeiçoar as previsões, o estudo reforça a importância de políticas públicas voltadas à adaptação das áreas costeiras e de ações para reduzir as mudanças climáticas, com o objetivo de frear o derretimento do gelo e minimizar os impactos da elevação do nível do mar.

*Informações retiradas de Metrópoles