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Estudo aponta habilidade geométrica em macacos semelhante a de crianças

Descoberta diz que o reconhecimento não é exclusivo dos humanos

Por Redação com Metrópoles 22/07/2026 12h12 - Atualizado em 22/07/2026 12h12
Estudo aponta habilidade geométrica em macacos semelhante a de crianças
Habilidade pode ser uma característica entre primatas - Foto: Reprodução

Um estudo internacional revelou que macacos possuem um nível de reconhecimento de figuras geométricas semelhante ao de crianças em idade pré-escolar. Os resultados reforçam a hipótese de que o raciocínio geométrico não é uma habilidade exclusiva dos seres humanos, mas uma capacidade presente, em diferentes níveis, entre os primatas.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os experimentos envolveram oito macacos de duas espécies, além de crianças em idade pré-escolar e adultos com pouca escolaridade formal. Os participantes precisavam identificar pares de figuras geométricas em uma tela sensível ao toque, mesmo quando as imagens apresentavam diferenças de tamanho ou posição.

As crianças e os adultos receberam poucas instruções antes da atividade e aprenderam por tentativa e erro. A cada resposta correta, a tela emitia um sinal sonoro e, no caso das crianças e dos macacos, havia uma recompensa.

Ao comparar os resultados, os pesquisadores observaram que macacos e crianças apresentaram desempenho semelhante, enquanto os adultos obtiveram resultados superiores.

Segundo a pesquisadora Jessica Cantlon, uma das autoras do estudo, os achados indicam que as bases do pensamento abstrato antecedem a espécie humana.

"Os resultados sugerem que o pensamento abstrato não é uma habilidade do tipo 'tudo ou nada' que surgiu repentinamente nos humanos. Em vez disso, alguns dos fundamentos cognitivos do raciocínio matemático parecem ser compartilhados entre os primatas", afirmou.

De acordo com os pesquisadores, o desempenho dos adultos foi favorecido pela educação formal, que aprimora habilidades cognitivas já existentes. O estudo sugere que a escolarização não cria o pensamento matemático do zero, mas amplia capacidades desenvolvidas ao longo da evolução.

"Nosso estudo mostra que a educação formal fortalece a representação geométrica simbólica. Em vez de criar o pensamento matemático do zero, a escolarização pode refinar e ampliar habilidades cognitivas ancestrais que a evolução vem moldando há milhões de anos", concluiu Jessica Cantlon.

*Informações retiradas de Metrópoles