Ciência, tecnologia e inovação
Como reduzir a gordura abdominal perigosa, segundo a ciência
Pesquisas apontam que exercícios intensos, alimentação rica em integrais e pequenas metas de emagrecimento podem ajudar a combater a gordura que se acumula ao redor dos órgãos internos.
A gordura visceral, que se acumula ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino, é considerada um dos tipos mais perigosos de gordura corporal. Diferentemente da gordura subcutânea, ela está associada a inflamação, resistência à insulina e maior risco de doenças cardiovasculares. Estudos recentes indicam que mudanças simples na rotina podem ajudar a reduzir esse acúmulo.
Pesquisadores têm identificado estratégias com respaldo científico para diminuir a gordura visceral e melhorar a saúde metabólica.
Uma das principais recomendações é estabelecer metas curtas e realistas de perda de peso. Estudos do Hospital Universitário de Tübingen, na Alemanha, apontam que perder cerca de 5% do peso corporal já pode reduzir significativamente a gordura acumulada no fígado.
Outra estratégia destacada é a prática de treinos intervalados de alta intensidade (HIIT). Pesquisas da Universidade Laval, no Canadá, indicam que esse tipo de exercício pode ser mais eficiente para reduzir gordura abdominal do que a musculação tradicional. Uma revisão da Universidade Federal de Goiás também sugere que o HIIT promove maior queima de gordura por minuto em comparação a exercícios contínuos de intensidade moderada.
A alimentação também desempenha papel importante. Estudos da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, observaram que pessoas que consomem pelo menos três porções diárias de cereais integrais tendem a apresentar menos gordura visceral do que aquelas que priorizam grãos refinados.
Entre os alimentos apontados como aliados está o abacate. Rico em gorduras monoinsaturadas, fitoesteróis e compostos fenólicos, ele tem sido associado à redução da inflamação e à melhora do metabolismo das gorduras.
Além das mudanças de hábitos, pesquisadores da Universidade de São Paulo investigam o uso de laser infravermelho como tratamento complementar. Os resultados indicam que, quando combinado com alimentação equilibrada e exercícios físicos, o recurso pode potencializar a redução de gordura hepática. Especialistas ressaltam, porém, que o procedimento deve ser realizado com acompanhamento médico.

