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Energéticos podem desgastar os dentes de forma irreversível, diz dentista

Especialista explica como a acidez das bebidas pode provocar erosão dentária e lista sinais de alerta, além de orientações para reduzir os riscos.

Por Redação 01/07/2026 11h11
Energéticos podem desgastar os dentes de forma irreversível, diz dentista
A elevada acidez presente nessas bebidas favorece o desgaste do esmalte dentário, um dano que não pode ser revertido e que pode trazer consequências permanentes. - Foto: Reprodução

Muito consumidos para aumentar a disposição e melhorar o desempenho nos estudos ou na prática de atividades físicas, os energéticos também podem representar riscos à saúde bucal. Segundo o dentista Flávio Pinheiro, a alta acidez dessas bebidas pode provocar erosão dentária, comprometendo de forma permanente a estrutura dos dentes.

Embora os efeitos dos energéticos sobre o coração, a pressão arterial e o sono sejam frequentemente debatidos, os impactos na saúde da boca costumam receber menos atenção. De acordo com Flávio Pinheiro, o principal problema está no baixo pH dessas bebidas, capaz de desgastar gradualmente o esmalte dentário.


O esmalte é a camada mais resistente dos dentes e atua como uma barreira de proteção. No entanto, ele não possui capacidade de regeneração. Isso significa que, uma vez desgastado, o dano é irreversível.


Quatro sinais de alerta


O especialista destaca alguns sintomas que podem indicar que o consumo frequente de energéticos está afetando a saúde bucal.


1. Sensibilidade ao consumir alimentos ou bebidas quentes e geladas


A erosão dentária pode expor camadas internas dos dentes, aumentando a sensibilidade.


“Se a pessoa sente desconforto ao tomar água gelada, café quente ou consumir doces, é importante investigar a causa. Em alguns casos, o consumo frequente de bebidas ácidas pode estar relacionado ao problema”, alerta Flávio Pinheiro.


2. Perda do brilho natural dos dentes


O desgaste do esmalte também pode alterar a aparência dos dentes, deixando-os mais opacos.


“À medida que o esmalte sofre desgaste, a superfície dentária pode perder parte de seu brilho natural, tornando-se mais vulnerável a outros problemas bucais”, explica Flávio Pinheiro.


3. Surgimento frequente de cáries


Além da acidez, muitos energéticos possuem grande quantidade de açúcar, favorecendo a proliferação de bactérias responsáveis pelas cáries. Mesmo as versões sem açúcar exigem atenção, já que continuam sendo bastante ácidas.


“O problema não está apenas no açúcar, mas também na acidez dessas bebidas, que pode comprometer a integridade do esmalte ao longo do tempo”, afirma o dentista.


4. Desgaste visível dos dentes


Em casos mais avançados, a erosão pode modificar o formato dos dentes, deixando as bordas mais finas, irregulares e com aspecto desgastado. Segundo Flávio Pinheiro, esse quadro tem sido observado com frequência cada vez maior, inclusive entre pacientes jovens que consomem energéticos regularmente.


Como reduzir os riscos


Quem consome esse tipo de bebida pode adotar hábitos simples para minimizar os danos à saúde bucal:

  • beber água logo após consumir o energético;
  • evitar ingerir a bebida aos poucos durante várias horas;
  • reduzir a frequência de consumo;
  • esperar cerca de 30 minutos antes de escovar os dentes.


Para o especialista, o consumo eventual tende a representar um risco menor. O problema surge quando os energéticos passam a fazer parte da rotina e os dentes ficam expostos repetidamente aos ácidos presentes nessas bebidas.


“O consumo ocasional tende a representar um risco menor. O problema costuma surgir quando a bebida passa a fazer parte da rotina diária e os dentes são expostos repetidamente aos ácidos presentes nesses produtos”, finaliza Flávio Pinheiro.