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Estudo indica que Terra pode escapar de ser engolida pelo Sol

Nova pesquisa sugere que perda de massa da estrela pode afastar o planeta antes da fase de gigante vermelha

Por Redação 29/06/2026 10h10
Estudo indica que Terra pode escapar de ser engolida pelo Sol
Modelos indicam que o planeta pode escapar da expansão do Sol daqui a bilhões de anos, enquanto Mercúrio e Vênus seriam engolidos - Foto: NASA

Um estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics trouxe uma nova perspectiva sobre o futuro da Terra. Diferentemente da hipótese mais aceita nas últimas décadas, pesquisadores apontam que o planeta pode não ser engolido pelo Sol quando a estrela atingir o fim de seu ciclo de vida.

A pesquisa, divulgada em 19 de junho, reúne modelos matemáticos atualizados e observações de uma estrela semelhante ao Sol que já se encontra em um estágio mais avançado de evolução. Os resultados reforçam a possibilidade de a Terra sobreviver à expansão da estrela, embora em condições completamente diferentes das atuais.

Segundo os cientistas, o Sol deverá esgotar seu combustível em aproximadamente 5 bilhões de anos. Nesse processo, ele se transformará em uma gigante vermelha, aumentando significativamente de tamanho e alterando todo o Sistema Solar.

Até então, a principal previsão era de que essa expansão consumiria os planetas mais próximos, incluindo a Terra. No entanto, o novo estudo destaca outro fenômeno que pode modificar esse cenário: à medida que envelhece, o Sol também perde parte de sua massa, reduzindo sua força gravitacional e permitindo que os planetas se afastem gradualmente.

Os cálculos indicam que, caso essa perda de massa seja suficiente, a órbita terrestre poderá se deslocar para além do limite máximo alcançado pela expansão solar. Ainda assim, Mercúrio e Vênus dificilmente escaparão e deverão ser absorvidos pela estrela.

Os pesquisadores ressaltam que ainda não é possível afirmar qual será o destino definitivo da Terra. A principal dúvida envolve justamente a quantidade de massa que o Sol perderá durante essa fase de transformação.

Para testar a hipótese, a equipe analisou uma estrela situada a cerca de 200 anos-luz da Terra, considerada um modelo do que o Sol poderá se tornar no futuro.

A expectativa é que futuras missões espaciais, como a PLATO, da Agência Espacial Europeia (ESA), forneçam novos dados sobre estrelas semelhantes ao Sol. As informações poderão aperfeiçoar os modelos utilizados atualmente e ajudar a esclarecer se a Terra realmente conseguirá escapar da expansão da estrela.

*Informações de Metrópoles