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Novo estudo reforça teoria da expansão acelerada do universo

Pesquisa contesta análise recente e mantém energia escura como principal explicação para o crescimento acelerado do cosmos

Por Redação com Metrópoles Ciência 25/06/2026 13h01
Novo estudo reforça teoria da expansão acelerada do universo
Contradizendo estudos anteriores de que o universo teria desacelerado, nova pesquisa reafirma teoria de expansão contínua e rápida - Foto: Getty Images

Uma nova pesquisa internacional reacendeu o debate sobre o destino do universo ao contestar conclusões que colocavam em dúvida uma das principais teorias da cosmologia moderna. Publicado neste mês na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o estudo reforça que o universo continua se expandindo de forma acelerada, como apontam as medições aceitas pela comunidade científica há mais de duas décadas.

A discussão ganhou força após um trabalho divulgado no ano passado sugerir que essa aceleração poderia estar diminuindo, levantando questionamentos sobre o papel da chamada energia escura — componente misterioso que, segundo os modelos atuais, impulsiona a expansão do cosmos.

Agora, uma equipe internacional de pesquisadores revisitou os dados e concluiu que não há evidências suficientes para abandonar o modelo cosmológico predominante. Segundo os autores, as observações mais recentes confirmam que o universo segue ampliando suas dimensões em ritmo crescente.

“O universo continua se acelerando. Ainda há muito que não sabemos e que nos entusiasma aprender, mas acreditamos que estamos no caminho certo”, afirmou o astrofísico Brodie Popovic, da Universidade de Southampton, no Reino Unido.

Para chegar às conclusões, os cientistas analisaram supernovas do tipo Ia, explosões de estrelas utilizadas como uma espécie de "régua cósmica". Como esses fenômenos apresentam brilho semelhante, permitem calcular distâncias entre galáxias e acompanhar a evolução da expansão do universo ao longo do tempo.

Ao observar a luz dessas explosões, os pesquisadores conseguem estimar como o cosmos se comportou em diferentes épocas. Isso acontece porque enxergar objetos muito distantes significa observar eventos ocorridos há milhões ou até bilhões de anos.

A técnica foi fundamental para a descoberta da expansão acelerada do universo em 1998, trabalho que rendeu o Prêmio Nobel de Física a pesquisadores envolvidos na investigação.

Atualmente, os cientistas estimam que a matéria comum — formada por estrelas, planetas e galáxias — representa apenas cerca de 5% da composição do universo. O restante seria composto por matéria escura e energia escura, elementos que ainda não foram observados diretamente.

O estudo contestado defendia que a energia escura poderia estar perdendo intensidade e que as medições das supernovas precisariam considerar com mais peso a idade das estrelas que originam essas explosões.

Os autores da nova pesquisa, porém, afirmam não ter encontrado indícios desse chamado "efeito da idade" nas bases de dados utilizadas pela comunidade científica nos últimos anos.

Apesar da divergência, especialistas destacam que o debate faz parte do processo científico e ajuda a refinar modelos e interpretações sobre o funcionamento do universo.

Embora a nova análise fortaleça a teoria da expansão acelerada, a verdadeira natureza da energia escura continua desconhecida. A expectativa da comunidade científica é que observatórios e telescópios de última geração tragam respostas mais precisas nos próximos anos.

Entre os projetos mais aguardados estão o Observatório Vera C. Rubin, no Chile, e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que deverá ampliar a capacidade de observação do cosmos e fornecer novos dados sobre a estrutura e a evolução do universo.

Para os pesquisadores, compreender a energia escura pode ser a chave para desvendar uma das maiores questões da ciência: qual será o destino final do universo.

*Informações de Metrópoles