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Satélite detecta início do El Niño e especialistas monitoram intensidade

Fenômeno climático já foi confirmado por agências internacionais e pode provocar impactos em diferentes regiões do planeta

Por Redação 23/06/2026 10h10
Satélite detecta início do El Niño e especialistas monitoram intensidade
O El Niño ocorre a cada dois ou sete anos e eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial - Foto: Reprodução

Os primeiros sinais do El Niño de 2026 já foram identificados no Oceano Pacífico e colocaram cientistas em alerta para os possíveis impactos climáticos nos próximos meses. Dados captados pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich indicam que o fenômeno começou a se desenvolver no início de junho e pode ganhar força ao longo do segundo semestre.

A observação foi realizada por meio do equipamento operado em parceria pela Nasa, pela Agência Espacial Europeia (ESA) e outras instituições internacionais. Em imagens registradas no dia 8 de junho, os pesquisadores verificaram uma elevação da superfície do mar nas áreas central e oriental do Pacífico, um dos principais indicadores do aquecimento das águas oceânicas associado ao El Niño.

Poucos dias depois, em 11 de junho, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou oficialmente que o fenômeno já estava ativo.

Os dados iniciais chamaram a atenção dos especialistas por apresentarem características semelhantes às observadas em 1997, quando ocorreu um dos episódios mais intensos de El Niño já registrados. Apesar da comparação, os pesquisadores destacam que ainda é cedo para determinar se o comportamento atual repetirá a magnitude daquele evento histórico.

A expectativa é que as próximas semanas sejam decisivas para avaliar a evolução do aquecimento no Oceano Pacífico e definir o potencial do fenômeno.

Impactos no clima global


O El Niño é um fenômeno natural que ocorre em intervalos variáveis, geralmente entre dois e sete anos. Ele é caracterizado pelo aumento da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a dinâmica atmosférica em diferentes partes do planeta.

Quando se estabelece, o fenômeno pode modificar a intensidade dos ventos alísios — correntes de ar que influenciam a circulação atmosférica global — e provocar mudanças significativas nos regimes de chuva e temperatura.

Essas alterações costumam gerar extremos climáticos em diferentes regiões. Enquanto algumas áreas registram aumento expressivo das precipitações e risco de enchentes, outras enfrentam estiagens prolongadas e condições mais favoráveis à ocorrência de secas severas.

Os reflexos também alcançam a produção agrícola. A irregularidade das chuvas pode comprometer safras, reduzir a produtividade no campo e afetar o abastecimento de alimentos, gerando impactos econômicos e sociais em escala global.

Com o fenômeno oficialmente ativo, centros meteorológicos internacionais acompanham a evolução das condições oceânicas para avaliar a intensidade do evento e seus possíveis efeitos sobre o clima nos próximos meses.

Informações de Metrópoles