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Estudo indica que Xiongnu priorizavam status social em vez de laços familiares

Estudo destaca que o cemitério foi utilizado entre 100 a.C. e 100 d.C., após a retirada dos Xiongnu para o norte do deserto de Gobi

Por Sputnik Brasil 22/06/2026 14h02
Estudo indica que Xiongnu priorizavam status social em vez de laços familiares
Estudo destaca que o cemitério foi utilizado entre 100 a.C. e 100 d.C., após a retirada dos Xiongnu para o norte do deserto de Gobi - Foto: © Foto / Arqueologia para Vestfália/C. Bariszlovich

Uma pesquisa recente na necrópole de Tamir, na Mongólia, revela que, no império nômade Xiongnu, fatores como posição social, riqueza e alianças políticas foram mais decisivos nas práticas funerárias do que os laços familiares, segundo a revista Archaeology News.

O estudo destaca que o cemitério foi utilizado entre 100 a.C. e 100 d.C., após a retirada dos Xiongnu para o norte do deserto de Gobi em consequência de derrotas para a dinastia Han. O local foi abandonado por volta do colapso do império.

Reconhecido como o primeiro grande império nômade das estepes da Ásia Central, os Xiongnu mantinham um sistema político dividido em ramos esquerdo e direito, geralmente liderados por membros da família dominante. A necrópole de Tamir oferece aos arqueólogos uma oportunidade rara de investigar como essas estruturas influenciavam a sociedade.

Segundo a publicação, "diferentemente de muitos cemitérios na Mongólia, a seção leste de Tamir foi totalmente escavada. Estudos genéticos anteriores identificaram duas linhagens familiares principais, denominadas A e B, e um grupo maior de indivíduos sem parentesco próximo. Juntas, as linhagens reuniam parentes de até seis gerações".

Ao combinar análise de DNA, aprendizado de máquina e filogenética cultural, os pesquisadores constataram que riqueza, objetos funerários e a construção dos túmulos eram indicadores mais precisos da localização dos sepultamentos do que a linhagem familiar.

Além disso, os dados mostram que membros da mesma família podiam ter sepultamentos muito distintos, enquanto pessoas sem parentesco, mas com status social semelhante, frequentemente apresentavam práticas funerárias parecidas.

Embora algumas tradições, como a arquitetura dos túmulos, fossem transmitidas entre familiares, outras práticas refletiam normas culturais mais amplas e influências sociais, conclui a reportagem.