Ciência, tecnologia e inovação
Pesquisadores da Ufal debatem juventudes periféricas em congresso internacional
Evento reúne especialistas de diferentes países para discutir experiências juvenis em territórios periféricos
Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) participarão do Congresso Internacional “Criatividade Periférica: criatividades juvenis e políticas públicas”, evento organizado pelo coletivo Criatividade Periférica e que reúne especialistas de diferentes países para discutir experiências juvenis em territórios periféricos e o papel da arte na transformação social nos dias 25 e 26 de junho, no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE).
O professor João Bittencourt, do Instituto de Ciências Sociais (ICS), coordena o painel “Do controle social à conquista de cidadania: experiências de políticas públicas para as juventudes a partir do Sul Global”. Ele apresenta, junto com a professora do Centro de Educação (Cedu) da Ufal, Marina Saraiva, os dados da pesquisa “DataJovem”.
Segundo ele, a pesquisa tem como objetivo minimizar o impacto desses problemas na vida dessas populações. “O ponto comum que conecta os pesquisadores que farão parte desse congresso internacional é o interesse pelas experiências juvenis desenvolvidas em espacialidades periféricas, especialmente a maneira como os jovens vêm se apropriando da arte com intuito de subverter estereótipos estigmatizantes e reforçar identidades positivas”, explica.
Sobre o painel
A proposta do painel é apresentar experiências desenvolvidas na América Latina que buscam ampliar a participação democrática dos jovens e fortalecer políticas públicas direcionadas a essa população.
Entre os destaques estão ações realizadas em Alagoas, São Paulo e Argentina, além da apresentação de resultados o Datajovem, pesquisa desenvolvida através de uma parceria do Labjuve, Grupo de Pesquisa sediado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, com três secretarias de Estado: Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (Selaj), Secretaria do Estado de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e voltada à compreensão das realidades vividas pelas juventudes alagoanas.
Também participam do debate representantes de instituições e projetos que atuam diretamente com jovens em situação de vulnerabilidade social. Entre eles está Thiago Souza, superintendente da Selaj, que falará sobre o programa “Tô no Corre: Juventude Trabalhando”, desenvolvido pelo Governo de Alagoas, além de iniciativas comunitárias argentinas voltadas à promoção e proteção de direitos.
Segundo o pesquisador, apesar das diferenças entre os contextos sociais analisados, muitos desafios enfrentados pelos jovens das periferias são semelhantes. A arte, a cultura e as expressões juvenis aparecem como importantes ferramentas de resistência, construção de identidade e enfrentamento das desigualdades, tanto em países do Sul Global quanto em regiões do chamado Norte Global.
A participação da Ufal no congresso também reforça o processo de internacionalização da universidade. Para o docente, a aproximação com instituições estrangeiras amplia as oportunidades de cooperação científica, fortalece redes de pesquisa e contribui para dar visibilidade internacional aos estudos produzidos em Alagoas.
Segundo a professora Marina Saraiva, a internacionalização é um elemento de grande importância para as universidades brasileiras, especialmente para as universidades do nordeste, que possuem ainda mais desafios na busca de excelência sob os mais diversos aspectos: “Ficamos muito contentes de poder levar o nome da Ufal para o outro lado do Atlântico, fortalecendo parcerias institucionais e consolidando nosso compromisso em prol da excelência na pesquisa”, afirma.
Nos últimos anos, a Ufal tem ampliado suas parcerias com universidades portuguesas, especialmente com a Universidade de Lisboa e a Universidade do Porto. A presença de pesquisadores da instituição em eventos internacionais contribui para consolidar essas relações e reafirma o compromisso da universidade com a excelência acadêmica e a produção de conhecimento sobre temas socialmente relevantes.


