Ciência, tecnologia e inovação
China testa tecnologia inédita e coleta amostras oceânicas a 10 mil metros
Expedição do navio chinês Haiyang Dizhi‑6 marca um novo patamar para a ciência oceânica, ao coletar amostras inéditas em águas profundas
A 16ª expedição do navio chinês Haiyang Dizhi‑6 marca um novo patamar para a ciência oceânica, ao coletar amostras inéditas em águas profundas e testar tecnologias inovadoras, reforçando a liderança da China na exploração dos oceanos.
Durante a missão, pesquisadores reuniram dados e materiais valiosos, como nódulos polimetálicos, amostras de água profunda e cerca de 90 kg de basalto. Esse material é fundamental para o estudo das características do manto terrestre e dos processos evolutivos em grandes profundidades.
A expedição também foi palco para o teste bem-sucedido da primeira estação eletromagnética de aquisição de dados desenvolvida na China para operar em profundidades de até 10.000 metros. Segundo o Serviço Geológico Marinho de Guangzhou (GMGS), o equipamento passou por avaliações rigorosas em mar aberto e teve seu desempenho plenamente validado.
Além disso, a equipe coletou dados de alta qualidade em uma zona de rift abissal no Pacífico Ocidental, a 7.737 metros de profundidade. Todos os indicadores atenderam aos padrões internacionais, evidenciando o avanço tecnológico chinês no setor.
De acordo com o engenheiro Wu Zebin, citado pelo Global Times, o êxito dos testes representa um avanço significativo para as pesquisas eletromagnéticas em águas profundas, ampliando a capacidade de estudo dos sistemas terrestres na zona hadal.
Esses resultados fortalecem a presença chinesa em programas internacionais de perfuração oceânica e na seleção de novos locais de pesquisa, consolidando o país como referência global na exploração científica de grandes profundidades.


