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Satélite da Nasa revela afundamento extremo da Cidade do México

Dados do satélite Nisar da Nasa confirmam rápida subsidência em algumas regiões da capital mexicana

Por CNN Brasil 07/05/2026 16h04
Satélite da Nasa revela afundamento extremo da Cidade do México
A última análise do Nisar, feita entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, aponta que algumas regiões apresentam subsidência superior a 2 cm por mês - Foto: NASA/JPL-Caltech/David Bekaert

Um satélite da Nasa conseguiu visualizar do espaço a Cidade do México afundando, por meio de um mapeamento inédito do movimento do solo do local.

Por ter sido construída por cima de um aquífero, a cidade passa por uma intensa retirada de água subterrânea. O peso da urbanização só contribui para o afundamento. Entre os anos 1990 e 2000, partes da região metropolitana começaram a ceder cerca de 35 cm por ano, danificando diversas estruturas.

Para analisar a situação, a Nasa usou seu satélite chamado de Nisar (NASA-ISRO Synthetic Aperture Radar) para mapear o movimento do solo. A tecnologia (Radar de Abertura Sintética, em tradução livre), é um tipo de coleta de dados ativa em que um instrumento emite um pulso de energia e registra a quantidade dessa energia refletida após interagir com a Terra.

"Imagens como esta confirmam que as medições do Nisar estão de acordo com as expectativas", afirma Craig Ferguson, gerente adjunto de projetos na sede da Nasa em Washington. "O radar de banda L de comprimento de onda longo do Nisar possibilitará a detecção e o rastreamento do afundamento do solo em regiões mais desafiadoras e com vegetação densa, como comunidades costeiras, onde podem ocorrer os efeitos combinados do afundamento do solo e da elevação do nível do mar."

Lançado em julho de 2025, o satélite busca justamente analisar áreas de rápida transformação em tempo real. Ele foi projetado para rastrear movimentos como afundamento e elevação do solo, deslizamento de geleiras e crescimento de plantações.

A última análise do Nisar, feita entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, aponta que algumas regiões apresentam subsidência superior a 2 cm por mês, representadas na imagem abaixo pela cor azul.