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Maior túmulo escandinavo pré-histórico foi erguido após deslizamento
Historicamente, túmulos da Idade do Ferro são vistos como símbolos de poder social e político
Um estudo recente aponta que Raknehaugen, considerado o maior túmulo pré-histórico da Escandinávia, foi construído como resposta ritual a um deslizamento de terra catastrófico, e não como sepultura de uma figura da elite. A conclusão contraria interpretações tradicionais sobre o local, segundo reportagem do portal Phys.org.
Historicamente, túmulos da Idade do Ferro são vistos como símbolos de poder social e político, destinados ao sepultamento de indivíduos influentes. Contudo, Raknehaugen desafia essa lógica.

“No entanto, Raknehaugen nunca conseguiu apresentar provas de que se tratava de um túmulo. Isso, aliado à sua construção incomum, levanta dúvidas sobre se o local teria sido originalmente concebido para esse fim”, destaca a publicação.
Localizado próximo a Oslo, o enorme monte de terra foi erguido por volta de 551 d.C., utilizando dezenas de milhares de troncos de madeira organizados em múltiplas camadas de argila, areia e madeira.
Escavações realizadas ao longo dos anos não identificaram um túmulo central, apenas vestígios de restos cremados significativamente mais antigos que a própria estrutura.
Análises recentes apontam que o monte foi construído durante um período de intensa instabilidade climática, causada por erupções vulcânicas que provocaram fome e mudanças ambientais em toda a região norte da Europa.

Os pesquisadores identificaram um antigo deslizamento de terra nas proximidades, sugerindo que o monte tenha sido construído como resposta ritual a um desastre ambiental, e não como local de sepultamento.
O estudo conclui que a construção incomum e a possível reutilização de madeira proveniente do deslizamento indicam um propósito simbólico, relacionado à superação de desastres naturais e à resiliência comunitária.


