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Pesquisador da Ufal identifica 5 novas espécies de esponjas marinhas

Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas revela 10 espécies no Brasil e destaca biodiversidade marinha

Por Redação 20/03/2026 15h03
Pesquisador da Ufal identifica 5 novas espécies de esponjas marinhas
Cinco esponjas marinhas foram identificadas por grupo liderado por um pesquisador da Ufal - Foto: Reprodução

A biodiversidade marinha de Alagoas ganhou destaque no cenário científico com a identificação de novas espécies de esponjas. Um estudo liderado pelo biólogo André Felipe Bispo da Silva registrou dez espécies inéditas no Brasil, sendo cinco encontradas no litoral alagoano.

As descobertas foram feitas em áreas como a Praia do Francês, localizada na APA de Santa Rita, e também na região portuária de Maceió.

Segundo o pesquisador, o estudo reforça a importância da conservação ambiental. “As esponjas identificadas podem ser inseridas em políticas de conservação e estudos aplicados, como os de biotecnologia, além de mostrar à sociedade a grande biodiversidade que ainda resiste, mesmo em ambientes muitas vezes degradados”, afirmou.


A pesquisa integra a tese de doutorado desenvolvida no Museu Nacional, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, com colaboração da Ufal. O trabalho utilizou a chamada sistemática integrativa, que combina dados morfológicos, genéticos e ecológicos para descrever novas espécies.

“O trabalho envolveu coleta em vários estados e análise de DNA, o que permitiu uma identificação mais precisa das espécies”, explicou André Bispo.

O estudo resultou na publicação de um artigo na revista científica Zoological Journal of the Linnean Society, uma das mais prestigiadas da área de Zoologia, ampliando o alcance internacional da pesquisa.

Além da relevância científica, algumas espécies receberam nomes em homenagem a figuras brasileiras. Entre elas, a Haliclona djavani faz referência ao cantor Djavan, enquanto outras homenageiam familiares do pesquisador.

As esponjas marinhas desempenham papel essencial nos ecossistemas, atuando como organismos filtradores e contribuindo para o equilíbrio ambiental. Elas também possuem potencial biotecnológico, sendo estudadas para aplicações científicas.

Para o pesquisador, ainda há muito a ser descoberto nos oceanos. “A gente toma banho em águas que escondem muita vida ainda desconhecida”, concluiu.