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El Niño pode deixar o ano de 2026 ainda mais quente

Estimativas especulam que há chance de 50% a 60% do fenômeno acontecer ainda este ano

Por Redação com Metrópoles* 10/03/2026 10h10
El Niño pode deixar o ano de 2026 ainda mais quente
El Niño - Foto: Freepik/ Internet

Uma estimativa feita pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês), especula que há cerca de 50% a 60% de chances do fenômeno conhecido como El Niño acontecer no ano de 2026, isso poderia afetar diversas partes do globo, inclusive o Brasil.

Esse fenômeno provoca um aquecimento maior das águas do Oceano Pacífico e enfraquece ventos alísios, que sopram de leste para oeste, além de mudar a circulação atmosférica global.


2026: um ano com expectativa de recorde de temperatura


O fenômeno é bastante irregular e costuma ocorrer a cada dois a sete anos. O último aconteceu entre 2023 e 2024, colocando ambos os anos entre os mais quentes da história, com o último sendo considerado o maior em relação ao calor das temperaturas médias globais.

A depender de quando o El Niño se forme, os impactos dele poderão ser mais sentidos em 2027. No entanto, mesmo que o fenômeno climático não influencie este ano, estima-se que 2026 seja um dos mais quentes já registrados por causa das mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

As alterações no clima impactaram até a forma de definição da ocorrência do El Niño. Antigamente, a Noaa comparava a temperatura média da superfície do mar em uma região do Pacífico por três meses com a média de 30 anos do mesmo local.

No entanto, como os oceanos estão cada vez mais quentes, agora a comparação ocorre através do nível de quentura ou frio do centro-leste do Pacífico em relação aos outros trópicos. Dessa forma, a definição é mais confiável e mais atualizada.