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Canibalismo entre Orcas? Pesquisadores investigam ataques entre animais

Pedaços de nadadeiras foram encontradas na ilha de Bering, e cientistas buscam solucionar

Por Redação com VEJA 04/03/2026 13h01
Canibalismo entre Orcas? Pesquisadores investigam ataques entre animais
Orca - Foto: Istock Getty

Na ilha de Bering, foram encontradas nadadeiras com marcas de mordidas de Orcas. Pesquisadores passaram a investigar um suspeito caso de canibalismo entre os animais. O estudo foi publicado na revista científica Marine Mammal Science e analisou casos identificados em 2022 e 2024.

Os exemplares apresentavam marcas de dentes que apresentavam compatibilidade com mordidas de orca. Os cientistas revelaram que a hipótese dos animais já estarem mortos quando consumidos não está descartada. Porém, como carcaças de orcas costumam afundar rapidamente, tornando-se inacessíveis, a explicação considerada mais provável é a de predação ativa.

Os estudiosos também descartam a possibilidade de ser apenas agressão entre grupos distintos. As orcas geralmente predam outros animais, e descartam partes de menor valor energético, como as nadadeiras.

Canibalismo

O canibalismo é caracterizado quando animais da mesma espécie predam um ao outro para consumo. No caso das orcas de Bering, isso parece ser mais complexo. Naquele mar, os animais estão distribuídos em dois grupos classificados como residentes e transientes.

As residentes vivem em grupos maiores, liderados pela fêmea e passam a vida inteira com a mãe, consomem peixes em sua alimentação.

Os transientes caçam mamíferos marinhos e vivem em grupos menores.

Esses grupos não convivem, não cruzam e nem se misturam, além de terem dietas diferentes um do outro. De acordo com o estudo, há a probabilidade das transientes encararem outros grupos de orca como presas.

O estudo não confirma de forma definitiva que houve caça ativa, mas reúne indícios consistentes de predação entre grupos distintos.