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Júpiter tem mais oxigênio que o Sol, revela nova descoberta

Pesquisadores utilizaram uma série de modelos computacionais que simulam os mecanismos internos do planeta

Por Sputnik Brasil 29/01/2026 15h03
Júpiter tem mais oxigênio que o Sol, revela nova descoberta
Dados também revelaram a existência de múltiplos vórtices nos polos de Júpiter - Foto: © Foto / Imagem aprimorada por Kevin M. Gill (CC-BY) com base em imagens fornecidas como cortesia da NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS

A missão Juno, da NASA, que explora Júpiter desde 2016, trouxe à tona novas informações sobre a estrutura interna do planeta e os processos em suas principais luas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto, segundo o portal Universe Today.

De acordo com a publicação, os dados coletados pela espaçonave permitiram aos cientistas determinar que Júpiter possui cerca de uma vez e meia mais oxigênio do que o Sol.

Além disso, a equipe identificou que os processos de circulação atmosférica em Júpiter são significativamente mais lentos do que se estimava anteriormente. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores utilizaram uma série de modelos computacionais que simulam os mecanismos internos do planeta.

"A descoberta de um teor de oxigênio acima do esperado em Júpiter pode ajudar os cientistas a refinar modelos de formação e evolução planetária, tanto em nosso sistema solar quanto além", afirmam os pesquisadores.
Imagem da atmosfera e nuvens de Júpiter, obtida pela sonda Juno da NASA
Imagem da atmosfera e nuvens de Júpiter, obtida pela sonda Juno da NASA

Embora o oxigênio represente apenas uma fração da atmosfera de Júpiter — dominada por hidrogênio e hélio —, os cientistas destacam que essa presença é fundamental para determinar a composição exata do planeta.

Os dados também revelaram a existência de múltiplos vórtices nos polos de Júpiter, diferentemente do grande vórtice único observado em Saturno. Outro ponto relevante é a possibilidade de Júpiter não possuir um núcleo rochoso sólido, mas sim um núcleo "difuso", formado por elementos pesados misturados ao hidrogênio.

Em relação às luas de Júpiter, a sonda Juno capturou imagens inéditas que proporcionaram novas descobertas.

Imagem de Júpiter tirada pela estação interplanetária automática Juno
Imagem de Júpiter tirada pela estação interplanetária automática Juno

Entre os destaques estão a intensa atividade vulcânica em Io, variações na espessura da camada de gelo de Europa, a confirmação do campo magnético próprio de Ganimedes e sinais de atividade interna em Calisto, mesmo sendo composta majoritariamente de gelo.

Quando a missão Juno chegar ao fim, devido ao esgotamento de combustível, a NASA planeja direcionar a espaçonave para a atmosfera de Júpiter. O objetivo é evitar qualquer risco de contaminação das luas por microrganismos terrestres.

Por Sputinik Brasil