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Cientistas encontram nova evidência da existência de oceanos em Marte

Descoberta foi realizada por cientistas da Itália e da Suíça

Por Sputnik Brasil 19/01/2026 12h12
Cientistas encontram nova evidência da existência de oceanos em Marte
Foto: © NASA . MAVEN/The Lunar and Planetary Institute

Novas imagens de satélite revelaram estruturas na superfície de Marte que reforçam a hipótese da existência de um oceano gigante no planeta vermelho há cerca de 3 bilhões de anos. Segundo o portal Science Alert, pesquisadores identificaram traços de estuários fluviais no desfiladeiro Coprates Chasma, parte do extenso sistema de cânions Valles Marineris.

Esses depósitos, em formato de leque, são muito semelhantes aos deltas fluviais formados na Terra quando rios desembocam em grandes corpos d’água. A descoberta foi realizada por cientistas da Itália e da Suíça, entre eles Fritz Schlunegger, geomorfologista da Universidade de Berna.

Ilustração do oceano em Marte
Ilustração do oceano em Marte

De acordo com Schlunegger, as estruturas deltáticas encontradas em Marte pertencem a antigos rios que desembocavam em um vasto oceano marciano. “As estruturas deltáticas se formam onde rios deságuam em oceanos, como sabemos por inúmeros exemplos na Terra. As formações identificadas nas imagens correspondem claramente à foz de um rio que desembocava no oceano”, explicou o pesquisador.

Segundo os dados apresentados, todas as estruturas deltoides foram detectadas a altitudes entre 3.650 e 3.750 metros abaixo do nível de referência marciano, cerca de 1.000 metros acima do ponto mais profundo do Valles Marineris. Essa configuração sugere que o antigo mar marciano teria dimensões semelhantes às do Oceano Ártico na Terra.

Modelo da costa marciana
Modelo da costa marciana

Os pesquisadores estimam que esses depósitos se formaram há aproximadamente 3 bilhões de anos. Como não foram encontrados estuários em regiões mais elevadas, conclui-se que esse teria sido o período em que Marte possuía a maior quantidade de água líquida em sua superfície.

A presença de tanta água no passado marciano reforça a hipótese de que o planeta já apresentou condições favoráveis à vida, mesmo que ainda não se saiba o destino de toda essa água.