Sumido na eleição presidencial, Novo se isola com ação no TSE só para mostrar que ainda existe

Medidas do governo foram contestadas com ações antes do pleito, e nenhuma foi julgada procedente

Por Blog do Romero 07/11/2026 13h01
Sumido na eleição presidencial, Novo se isola com ação no TSE só para mostrar que ainda existe
Corregedor Villas Bôas admite ações contra Lula e Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução

O Novo surgiu para tentar ser diferente dos demais partidos políticos em atividade no Brasil.

Seu principal traço? O espírito de contestação. Diverge e se insurge contra tudo. Na campanha presidencial recente, foi o campeão de ações impetradas no Tribunal Superior Eleitoral, quase sempre tentando derrubar medidas do governo Lula, que rotulava de 'eleitoreiras'.

Presidido por Eduardo Rodrigo Ribeiro, o Novo agora quer aparecer 'positivamente', já que na disputa pelo Planalto, seu candidato, Romeu Zema, foi um dos lanternas obtendo votação de vereador.

Ainda grogue, a agremiação busca se refazer e superar o fracasso eleitoral com uma ação, mais uma, em que pede a cassação de Lula e Geraldo Alckmin por "abuso de poder político". Ricardo Villas Bôas. Corregedor do STF, admitiu os termos da inicial e abriu investigação.

Trata-se de um recurso inócuo, sem futuro, dentre outras, pelas seguintes razões:

1 - O próprio Tribunal Superior Eleitoral já se manifestou reconhecendo a eleição de Lula e Alckmin como legal e legítima, sem irregularidades.

2 - Dos 30 partidos registrados no TSE, 27, incluindo o PL de Flávio Bolsonaro, também reconheceram a vitória de Lula.

3 - Nenhum ato do governo atacado, relacionado a gastos públicos, foi julgado procedente pela Justiça Eleitoral ou pelo Supremo Tribunal Federal.

4 - Quase todas as medidas contestadas pelo Novo foram adotas antes do primeiro turno. Logo, se pudessem influir no resultado das urnas, Lula não teria sido derrotado no 4 de outubro.

Em verdade, o que decretou a vitória final do presidente Lula - e isso soou claro é indiscutível - foi a estupenda e devastadora mobilização das forças governistas, contagiando as ruas e motivando o eleitorado ausente no turno inicial a comparecer para assegurar a virada de Luiz Inácio sobre Flávio.

Uma virada, aliás, com o ímpeto incontido das mídias digitais irresistíveis sob influência direta de André Janones comandando o imbatível 'Exército do Lula'.
O resto é conversa fiada de perdedor inconformado.

SÓ PARA REGISTRAR

O corregedor Villas Bôas também admitiu ações movidas por Lula e Alckmin, que podem tornar inelegíveis por oito anos tanto Flávio Bolsonaro quanto seu vice, o alagoano Alfredo Gaspar, deputado federal que ficará sem mandato e sem imunidade a partir de fevereiro próximo.

Uma das denúncias refere-se à dinheirama que Flávio cobrou e recebeu do banqueiro Daniel Vorcaro e que se destinaria a bancar o Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.

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Sobre o blog

Iniciou-se no Jornalismo como redator do Diário de Pernambuco. Foi editor do Diário da Borborema (PB) e do Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do Estado de Alagoas.

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