Com o apoio e ações de Paulo e Renan, Lula marcha para ampliar vantagem final em Alagoas
Mobilização nacional repõe presidente no jogo e petista cresce nas pesquisas em cima da eleição
Lula venceu Flávio Bolsonaro em Alagoas, impondo uma vantagem de mais de 14 pontos percentuais, e essa diferença deve crescer neste domingo de decisão.
O posicionamento do eleitorado tende a se manter: Flávio vence em Maceió, mas perde no interior, onde o universo de votantes é muito superior.
O crescimento se deve ao apoio das forças governistas, no poder até o final de dezembro, sob a liderança do governador Paulo Dantas, dos senadores Renan Calheiros e Renan Filho, dos deputados Marcelo Victor e Ronaldo Medeiros e de lideranças como Luciano Barbosa e até Ronaldo Lessa.
Lula obteve 993,736 mil votos contra 734,575 de Flávio. Vantagem: 259,161.
Com detalhe importante: o presidente ganhou de lavagem nos outros 8 estados do Nordeste.
Verdade, Lula se descuidou, não fez campanha, achou que atos de governo - como reajuste do Bolsa Família, isenção do IR, contenção da alta dos combustíveis, ajuda às microempresas - bastariam para derrotar o inexperiente filho de Jair Bolsonaro. Não bastou.
Mas reagiu após o revés: grandes manifestações começando por São Paulo e Rio de Janeiro contagiaram o país. Os estudantes foram para a linha de frente, segmentos de peso como cientistas, intelectuais, artistas e cantores aderiram. Tudo isso mudou o curso da campanha no segundo turno.
Com ação meteórica, o 'Exército de Lula', comandado pelo deputado André Janones, incendiou as redes sociais. Efeito nuclear na difusão das mídias digitais, com dez milhões de soldados em ação.
Flávio sentiu, a oposição acusou o impacto e o comando do TSE tem sido acusado de agir para beneficiar o candidato desafiante.
Enquanto isso, Lula cresce, assumiu um ritmo ascendente perceptível e comprovado pelas pesquisas de intenção de voto.
Saiu de uma desvantagem de até 8% após o 4 de outubro para um 'pau-a-pau' na reta de chegada: 50x50 no levantamento do Datafolha de 22/10, faltando 3 dias para a eleição.
Mais: outros institutos, como o Vox Brasil, já apontam Lula numericamente à frente de Flávio...
Conclusão: enquanto Bolsonaro estancou, Lula se mantém em ascendência, lenta, milimétrica, mas contínua.
Diante da realidade e da evolução dos números, resta saber: algo novo, algo assombroso, um evento fortuito, um gravíssimo imprevisto ainda pode conter esse avanço de Lula? Ou o Brasil está vivendo uma virada eleitoral histórica e inexorável?

