Absoluto e soberano, eleitor é quem decide. Às vezes ganhando, às vezes perdendo
Resultado apertado mostrou população dividida, mas jogo eleitoral só pode ter um vencedor
Eleição é isso, um ganha, outro perde. Ou outros perdem. Simples assim.
A disputa ao governo de Alagoas foi acirrada e a tendência de equilíbrio, de resultado apertado nas urnas, ficou evidente nas últimas pesquisas de intenção de voto.No final, computados 100% dos sufrágios válidos, o candidato João Henrique Caldas, do PSDB, venceu com vantagem de apenas 2,2%.
Como disse, a decisão é do eleitor, isto é, da maioria dos eleitores.
JHC predominava na capital e isso se confirmou na reta final da apuração com virada sobre Renan Filho, que passou a maior parte do tempo na dianteira.
A pergunta da vez é: o eleitor agiu certo? Nesse momento ninguém pode dizer sim ou não. A resposta precisa, exata, só o tempo dará com um novo julgamento popular.
A campanha, nas redes sociais, no rádio e televisão, nas caminhadas e nos eventos mais variados, expôs o que cada um tinha para mostrar. Ganha o mais convincente? Nem sempre. Também nem sempre ganha quem tem mais para mostrar. A decisão não é engrenagem mecânica submetida a um determinismo matemático. A decisão tem a ver com a ótica e a emoção de cada um e, obviamente, da maioria.
Resta, pois, aguardar os desdobramentos do processo. A partir de agora não há mais candidatos e eleitores. Apenas, os eleitos procurando cumprir os objetivos anunciados, e aí, sim, sob o olho crítico e exigente do conjunto social cobrando as promessas que alimentaram a campanha.
No que concerne ao governo do Estado, quatro anos depois, a contar de janeiro, novo veredito vai emergir das urnas em mais uma jornada do processo democrático.
Uma prece para concluir?
Que Deus reserve ao povo de Alagoas um futuro promissor, como foi com Renan Filho e está sendo com Paulo Dantas.
