A trilogia que transformou o 'gigante' em mero pigmeu da gestão pública de Alagoas
Eleitor deve estar sempre atento a político que se põe acima de tudo e de todos e se julga onipotente
Educação, saúde e segurança. Nesta ordem. São os setores mais importantes, elementos fundamentais de uma sociedade organizada e, por cima, trilhando a rota do desenvolvimento.
A educação vem em primeiro porque, sem ela, as demais não funcionam. Um povo sem instrução não tem boa saúde e vive sob o império da violência, isto é, sem segurança.
Deve ter sido por isso que João Henrique Caldas escolheu esses três temas para questionar, criticar e tentar derrubar dois pilares da vida pública alagoana da atualidade: Renan Filho e Paulo Dantas.
O primeiro, como governador eleito e consagrado com reeleição, e o segundo como sucessor (também reeleito com méritos) e que mantém o povo de Alagoas como grande beneficiário da verdadeira mudança.
Aos fatos.
SEGURANÇA
O ex-prefeito JHC ataca os governos de Renan e Paulo denunciando uma situação de insegurança que, nos últimos 30 anos, só existiu quando o seu partido - o PSDB - governou Alagoas entre 2007 e 2014.
Estatísticas oficiais mostram que, atualmente, a taxa de homicídios diminuiu 58% em relação a 2011, início da série histórica e ano em que o partido de João Caldas filho estava no poder.
Para se ter ideia, somente Renan contratou mais de 20 mil policiais, todos devidamente concursados.
SAÚDE
Juntos, Renan Filho (oito) e Paulo Dantas (quatro) construíram doze grandes e modernos hospitais: Metropolitano, da Mulher, do Coração, da Criança, Regionais de Porto Calvo, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Delmiro Gouveia e por aí vai.
O mais recente acaba de ser inaugurado:
Hospital do Idoso, em Maceió. Outro, o de Viçosa, também está pronto. A dupla Renan/Paulo construiu mais de vinte UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e numerosas clínicas. Paulo ainda avançou criando o Saúde Até Você, programa que garante atendimento médico domiciliar online aos alagoanos, funcionando 24h por dia.
EDUCAÇÃO
Renan decolou com Escolas de Tempo Integral implantadas em Maceió e nos municípios. Fez concursos para o magistério, melhorou a remuneração dos professores e criou o Escola 10 (que vai ser Escola Mil), programa copiado pelo governo federal com o título de 'Pé de Meia'. Além, claro, do imbatível Ceche CRIA reforçado pelo aplaudido Cartão CRIA.
Paulo manteve a pisada, investiu mais no ensino e colocou Alagoas entre os melhores no IDEB. Não avançou mais porque o fracasso em Maceió, sob JHC, puxou a cotação do Estado para baixo.
São fatos.
Ou seja, o que o 'gigante' está prometendo fazer 'por toda Alagoas', Renan e Paulo já fizeram e fizeram bem feito.
E o 'gigante', o que fez?
Na Educação, colocou Maceió entre as últimas capitais na avaliação do IDEB. Priorizou obras de maquiagem em prejuízo do essencial: a educação.
Na Segurança, não nomeou um único agente da Guarda Municipal, que acabou vendo o seu contingente encolher 12%.
Na Saúde, fez um milagre: comprou um hospital, porém Maceió não ganhou um hospital, continuou com os mesmos que já existiam. Quanto? R$ 266 milhões. E entregou ao SUS. O anterior, da Gruta, deixou de existir, claro...
Em suma, está fácil perceber: a trilogia dos setores fundamentais do Estado mostra, com fatos e números, o que se pretende fazer 'por toda Alagoas', se a promessa de brincadeira conseguir hipnotizar os alagoanos tolos com a mágica de uma 'mudança' negada pela própria realidade maceioense.
Como disse certo estadista americano, o vivaldino pode enganar parte do povo por todo tempo, todo o povo por algum tempo, mas jamais enganará todo povo por todo tempo.
EM TEMPO
Sobre o debate que a Globo cancelou arrotando queixas, vale uma perguntinha: alguém se lembra de uma única ideia aproveitada de um debate entre políticos?
