Pesquisas mostram oscilações, mas Lula mantém favoritismo e economia deve decidir batalha presidencial
Posição de Flávio até melhora nas pesquisas, mas oscilação também ocorreu em 2022, e o pai, Jair Bolsonaro, perdeu
Em cenário de polarização nacional, não tem essa de candidato no topo disparar e muito menos se distanciar do segundo colocado. É 'pau a pau'. Ou quase isso.
O Blog já mostrou que a disputa à presidência da República não opõe aliados de Lula e seguidores de Flávio Bolsonaro. Comete erro primário quem avalia a corrida ao Planalto partindo dessa ótica.
O que temos, e mais intensamente na sucessão presidencial deste ano, é o Brasil dividido entre apoiadores de Lula e opositores de Lula. Portanto, não está em jogo o bolsonarismo pro Flávio contra o lulismo.
A prova disso? Em todas as simulações de 2° turno, os demais candidatos com pontuação - Cury, Caiado, Zema, Renan - crescem e se aproximam de Lula. Inclusive os que criticam Flávio, como Renan Santos e Ronaldo Caiado.
Objetivamente, porém, em que pesem a polarização e as oscilações das pesquisas, Lula mantém com regularidade seu poderio e favoritismo.
Na segunda-feira (14), pesquisa do Instituto Quaest mostrou pela primeira vez um 2° turno com Flávio à frente de Lula (42x40), mas, já na terça-feira, sondagem CNT/MDA apresentou Lula com vantagem folgada no 2° turno: 47,3% contra 40% de Flávio.
É o processo. Ninguém espere 'disparada' dos concorrentes na ponta, mas o histórico de sondagens tem confirmado uma dianteira estável de Luiz Inácio.
A batalha tende a ser decidida pelos eleitores indecisos, tal como ocorreu em 2022. Naquela disputa, Jair Bolsonaro chegou a liderar alguns levantamentos, mas na reta final foi superado pela liderança histórica e consistente de Luiz Inácio.
Na atual disputa, os principais contendores enfrentam adversidades circunstanciais. Lula carrega um incômodo chamado 'Lulinha', mas Flávio também sofre por suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro e pela obtenção de muitos milhões de reais para bancar o filme Dark Horse, sobre a história de seu pai.
Ultimamente, Lula até acusou leve declínio devido à confusão no Supremo, uma crise sem qualquer relação com o processo eleitoral em curso.
O ministro André Mendonça 'entregou' o colega Alexandre de Moraes, o artífice do processo que condenou Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de estado. Pois bem, sem razão para tal, avaliou-se que a confusão no STF teria afetado Lula. Ora, e o que o petista tem com isso?
O episódio parece ter mexido com pequena fatia do eleitorado, talvez o bastante para aliviar a paralisia de Flávio nas pesquisas.
Mas o grande balizador do confronto presidencial será mesmo a economia, os preços dos alimentos, dos combustíveis, enfim, o custo de vida. E acontece que os juros estão caindo e a inflação, também, com preços estabilizados nas feiras e supermercados.
Ninguém duvide, barulho de escândalo conta, mas o fator determinante continua sendo o humor da população em face da realidade econômica.
LULA E ALAGOAS
Aqui em Alagoas, Lula vence fácil, assim como nos demais estados do Nordeste, e sua forte influência já produz efeitos altamente positivos a favor do candidato ao governo Renan Filho, seu amigo e correligionário.
Outro apoio inestimável vem do Paulo Dantas, tanto que o indefinido JHC vive procurando cabelo em ovo para criticar e tentar conter os ganhos do senador Renan Filho graças ao inestimável apoio do governador.
