Renan Filho lidera enquanto nova pesquisa pro JHC lembra 'salto mágico' da sondagem TDL

Cidadão deve ficar atento, analisar e perceber sinais do candidato que não está indo bem

Por Blog do Romero 15/07/2026 05h05
Renan Filho lidera enquanto nova pesquisa pro JHC lembra 'salto mágico' da sondagem TDL
Renan Filho intensifica contatos e amplia base de apoio - Foto: Reprodução

Guerra de pesquisas? Não, não chega a tanto. Talvez, apenas talvez, um simples jogo de números...

Primeiro, o Instituto Vox Brasil anunciou o resultado de sua nova pesquisa: Renan Filho tem 49,3% e João Henrique Caldas 43,5% de intenções de voto para o governo de Alagoas. Vantagem de 5,8% de RF, na estimulada. Na espontânea: Renan 31,5% e JHC 26,3%. Diferença pro Renanzinho: 5,2%.

Cerca de uma semana depois, porém, surpresa: sondagem divulgada por um site local mostra João Henrique Caldas à frente com 47% contra 38% atribuídos a Renan Filho. Vantagem de JHC: 9%.

Detalhe: a pesquisa com números favoráveis a JHC foi feita pelo Ranking, um até aqui desconhecido Instituto sediado no Mato Grosso do Sul...

O que chama a atenção? O salto olímpico do ex-prefeito em poucos dias. Justo, no momento da arrancada de Renan Filho.

Os números: pra colocar 9% de vantagem, conforme o Ranking, João Caldas filho teve de anular os 5,8% que eram a vantagem de Renanzinho. Total: ganho de quase 15 pontos percentuais num piscar de olhos.

Como se vê, mais do que surpreendente, estranho, muito estranho. Pois, enquanto Renan Filho construiu uma reação com muito trabalho, garra, apoio crescente e levando um bom tempo em andanças e contatos, o rival aparece dando um 'salto meteórico'.

Lembra episódio recente. Em junho, um grupo de pesquisa alagoano conhecido como TDL também mostrou um salto mágico de JHC. Logo, porém, vazou que a empresa contrante não contratou nem pagou coisa nenhuma. Acionada, a Justiça Eleitoral suspendeu a enquete e ainda autorizou o MDB a acessar e auditar as informações sobre o estudo questionado.

Bom, em todo caso, pesquisa não é eleição, apenas um apanhado de dados, uma mostra de intenções momentâneas. E existem pesquisas e pesquisas. Umas, realizadas com critérios e compromisso. Outras, nem tanto. Jogam e não espelham a realidade. Está aí a Justiça Eleitoral, cada dia mais severa e vigilante na luta para coibir excessos, manipulações e coisas piores.

Ao cidadão também cabe fazer sua parte. Como? Usando o raciocínio Analisando, questionando, comparando números e duvidando sempre que um levantamento apresentar indícios de incoerência e choque com a realidade.

Quando sérias, as pesquisas valem, sim, como sinais indicativos de uma corrida eleitoral, mas há outros elementos que podem e devem ser considerados.

Quando um grupo demostrar perda de equilíbrio, quando partir para acusações infundadas e agressões gratuitas, tem que desconfiar. É sinal de que a situação está ficando adversa. Ninguém em posição de vantagem perde o bom humor. Cara feia, raiva, zanga , esturros são evidências claras de campanha em apuros.

Para concluir, uma dica: o resultado de pesquisa mais importante não é o divulgado, é exatamente o que não chega ao conhecimento do público. Ou seja, o que realmente vale é o estudo feito 'para consumo próprio", portanto, para orientar internamente quem o encomenda.

No mais, convém cada um ficar de olho em quem faz (pré)campanha insultando, ofendendo e perseguindo. É sintoma clássico de desespero.

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Sobre o blog

Iniciou-se no Jornalismo como redator do Diário de Pernambuco. Foi editor do Diário da Borborema (PB) e do Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do Estado de Alagoas.

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