Pisada em falso de JHC expõe o PSDB como partido que conduziu Alagoas ao topo da criminalidade nacional

Com Renan Filho e Paulo Dantas no governo, segurança derrubou violência, mas Estado não esquece o terror durante a gestão tucana

Por Blog do Romero 05/06/2026 16h04
Pisada em falso de JHC expõe o PSDB como partido que conduziu Alagoas ao topo da criminalidade nacional
Paulo Dantas aproveita repto com JHC e compara violência em queda, hoje, com explosão de crimes no governo do PSDB - Foto: Reprodução

A política tem caminhos movediços, autênticas armadilhas, às vezes imperceptíveis diante dos menos cautelosos.

A crítica sem exercício comparativo, por exemplo, é uma dessas aratacas.

E não é que João Henrique Caldas acabou de cair numa urupuca que ele mesmo criou?

Aconteceu que, ao tentar fragilizar o bloco adversário na sucessão estadual, JHC opinou sobre a prisão de Patrick Almeida, o PTK, associando o influenciador ao MDB, partido do senador Renan Filho, seu concorrente direto.

Tremenda pisada em falso.

João Caldas pode comentar prisões, atacar o próprio PTK, infrações cometidas, tudo bem, mas forçar a barra para expor o MDB, como se a legenda fosse responsável, pegou mal.

Até porque a Polícia alagoana investigou e prendeu PTK e outros nove acusados de ligações com o Comando Vermelho em Alagoas, coisa que a segurança do PSDB não fazia.

Tentar atingir Renan Filho e Paulo Dantas focando a violência constitui erro primário. Erro que tende a escalar durante a campanha por motivo óbvio relevado pelo ex-prefeito: o seu partido da vez - o esgotado PSDB - governou o Estado em dois mandatos sucessivos (entre 2007 e 2014), exato período em que a violência aqui bateu seu recorde e Alagoas assumiu o topo da criminalidade nacional.

A ponto, veja só, de o governo estadual ter sido obrigado a ir às pressas pedir socorro em Brasília, depois que o médico José Alfredo Vasco Tenório foi brutalmente executado com um tiro no dia 26 de maio de 2012, na Jatiúca.

O estampido ecoou forte, causou comoção e revolta, e serviu para mostrar ao Brasil o extremo grau de violência que o PSDB, no exercício do governo, permitiu que se instalasse em Alagoas.
JHC deve saber disso pois à época já se enfronhava na política ocupando uma vaga na Assembleia Legislativa.

Foi um período em que abundavam assaltos a bancos, invasões de residências, ataques a postos de combustíveis, assaltos incessantes nos coletivos urbanos, roubos de cargas no interior. Furtos de celular, então, era a farra diária dos meliantes.

Crimes em grosso e varejo, estado entregue aos bandidos, muitos vindos de fora. Ninguém estava seguro, um clima de desgraça e medo que parecia não ter fim. Um pandemônio.

Até que veio a eleição de 2014, o PSDB foi repelido, definhou e sumiu.

Eleito governador, o já então deputado federal Renan Filho precisou de dois anos para colocar Alagoas 'nos eixos':

Dentre muitos avanços - novos hospitais, estradas novas, escolas de tempo integral, UPAs, Canal do Sertão - organizou a segurança pública e venceu a bandidagem contendo a maré de crimes que assolava o Estado e castigava os alagoanos de todas as classes.

Claro que JHC conhece a história.

E veio a sucessão, um pouco antes Renan Filho se elegeu senador e Paulo Dantas o sucedeu no governo. O resultado está aí: Alagoas se desenvolvendo com força, conquistas em todas as áreas e sua população cada dia mais protegida pela redução histórica e contínua dos índices de violência, com destaque para a queda vertiginosa dos crimes violentos contra a vida.

Por tudo isso, soa anedótico 'um tucano' tardio questionar violência em Alagoas.

E o dado político relevante é que o ataque irrefletido de JHC jogando o tema violência pra cima dos governistas ensejou fulminante réplica do governador Paulo Dantas, comparando os governos do MDB de hoje com os do PSDB de ontem.

Para completar, Dantas ainda revirou o calo do contendor ao afirmar que, na eleição municipal de 2024, JHC apoiou o influenciador PTK para vereador, um esquema do Comando Vermelho para invadir a política por aqui.
Xeque-mate.

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Sobre o blog

Iniciou-se no Jornalismo como redator do Diário de Pernambuco. Foi editor do Diário da Borborema (PB) e do Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do Estado de Alagoas.

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