Pupilos de Trump tentam influenciar eleição e fazer de Flávio o fantoche ideal para EUA intervirem no Brasil
Subalterno da Casa Branca age como inimigo dos brasileiros e vê filho de Bolsonaro como aliado da trama colonialista
Que Donald Trump respeita Lula, isso é fato comprovado e indiscutível. Senão, por que teria conferido ao brasileiro tratamento reservado apenas a grandes estadistas em visita à Casa Branca?
Após dizer que rolou "uma química" entre os dois em reunião anterior, no início de maio Trump estendeu tapete vermelho e chamou Lula de "presidente dinâmico e inteligente".
Muito bem. Então, por que agora, de repente, o governo Trump (não o presidente pessoalmente) surge com um pacote de denúncias, ameaças, tarifaços e interferência em questões internas do Brasil, a menos de cinco meses da sucessão presidencial?
Óbvio, claro, evidente: a direita trumpista, à frente o secretário de estado Marco Rubio, decidiu interferir nas eleições brasileiras, apoiado pela dupla Flávio/Eduardo Bolsonaro.
Como? Adotando sanções - como a criação de novos impostos para nossas exportações.
Inimigo declarado do Brasil, o subordinado Marco Rubio age apostando que o eleitor brasileiro vai culpar Lula e votar em um candidato submisso ao governo dos Estados Unidos.
Nesse particular, o assessor de Trump tem razão. E quem seria o adversário ideal contra Lula? Exatamente, Flávio Bolsonaro, o mais submisso, servil e obediente representante do bolsonarismo.
Isso explica porque Trump após receber Flávio em seu gabinete (provavelmente induzido por subalternos ideológicos) fez um post chamando o senador de "um rapaz que ama seu país".
É isso. Ama tanto a pátria, que não se envergonha de viver pedindo intervenção dos EUA e adoção de medidas contrárias, não a Lula, mas ao povo e aos interesses nacionais.
E o que pensam Rubio e os parceiros dentro do governo ianque? Fácil deduzir: 'Com um banana desse no Planalto, a Casa Branca ganha uma mega colônia de mão beijada, sem guerra, sem custos, uma colônia recheada de petróleo, terras raras e muitas outras riquezas'.
Despreparado, sem nenhuma experiência de gestão, apedeuta em economia e cercado de gente como Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto, Flávio seria o personagem ideal para o governo norte-americano tratar como mero fantoche, um boneco manipulável embora perigoso pela visível e patogênica obsessão por dinheiro...
A trama intervencionista nos bastidores da ultra direita ligada a Trump é flagrante, ostensiva, sem sutileza, a ponto de provocar inclusive dura reação da China defendendo a soberania e independência do Brasil.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, faz o jogo do malandro com déficit de massa cinzenta.
Primeiro, culpou Lula pelo novo tarifaço. Ante a reação dentro e fora do Brasil, mudou de rumo, inventou uma carta pedindo para Trump não sapecar mais tarifas.
Ou seja, trata os próprios bolsonaristas como tolos, cegos, incapazes de raciocinar...
E como é tudo originário do bolsonarismo risível, o coleguinha Romeu Zema, ex-governador que desgraçou Minas Gerais, saiu-se com essa:
-- É culpa do Lula, que se alia a Cuba e Irã, esquecendo os países do Ocidente.
Muito bem, seu geográfico, e onde ficam os países com os quais Lula acabou de finalizar o histórico acordo entre o Mercosul e a União Europeia?
Grande desafio, doutor Zebra. Por isso, ganha um voto se acertar...


